Ferreira, José Gomes2017-11-022017-11-022017-10-08http://hdl.handle.net/10451/29548No combate à seca diversos governos têm optado por transferir grandes massas de água de regiões com maior disponibilidade para regiões deficitárias. O processo tem oposto a administração pública a utilizadores, especialistas, populações e movimentos cívicos. Está em causa a degradação dos ecossistemas, a redução de caudais, a utilização intensiva de água e o desfavorecimento de algumas comunidades. A temática ganha relevo com a mudança climática, o crescimento populacional e o adiar de soluções para o saneamento básico. No Nordeste brasileiro a temática assume maior centralidade por estar em causa a seca que ciclicamente afeta a vasta região semiárida, assumindo-se a transposição do São Francisco como a obra prometida desde o tempo do império capaz de solucionar os problemas de escassez de água e se assumir como proposta de desenvolvimento. Trata-se de uma obra com um percurso polémico e nem sempre transparente, dadas as ligações à chamada indústria da seca e, por consequência, ao uso político da água por parte de quem promove o acesso através de grandes infraestruturas. Em 2017, a água da transposição chegou às primeiras localidades, mas também surgiram os primeiros problemas e novas controvérsias. Problemas como a elevada evapotranspiração, a degradação dos canais e sobretudo o adiar da construção do Eixo Norte têm mobilizado a classe política, os usuários, a população em geral e diversos especialistas. É nosso objetivo dar conta desse processo a partir do debate, fazendo o ponto de situação.porTransposiçãoSecaNordeste brasileiroRio São FranciscoA transposição das águas da bacia do rio São Francisco no contexto da resposta à seca do Nordesteconference object