Oliveira, Francisco Roque de2023-06-152023-06-152016Oliveira F. R. de (2016). China: utopia ou distopia? Interpretações sobre o tratamento da matéria chinesa na literatura geográfica ibérica do século XVI. In N. Benach, M. H. Zaar & M. Vasconcelos P. Junior (Eds.). Actas del XIV Coloquio Internacional de Geocrítica: las utopías y la construcción de la sociedad del futuro. Universidad de Barcelona. https://www.ub.edu/geocrit/xiv-coloquio/FranciscoOliveira.pdf. ISBN: 978-84-617-5447-2978-84-617-5447-2http://hdl.handle.net/10451/58228O moderno saber geográfico europeu sobre a China assentou numa extensa série de fontes – essencialmente ibéricas – coligidas a partir do início do século XVI, que substituíram as ideias muito lacunares e idealizadas produzidas durante a Idade Média tardia sobre a Ásia oriental. Boa parte da exegese contemporânea que se tem debruçado sobre este o corpus noticioso discute a existência de um denominador comum na forma como aí se captou a alteridade chinesa. Uma das interpretações mais divulgadas é aquela que entende que as informações de raiz portuguesa – mas também espanhola – sobre a China desde cedo se fixaram em verdadeiros topoi do país perfeito, traduzindo uma visão utópica ou maravilhosa do país, presa ao longo de décadas à herança de Marco Polo, e prenunciando o «mito chinês» glosado pelas Luzes. Analisaremos os principais argumentos desta interpretação, assim como as contradições que têm sido apontadas a esta qualidade de generalizações, denunciado a fragilidade da tese da «utopia chinesa» ao jeito do cânone desenvolvido pelas Utopias maiores do Renascimento, como as de Thomas More e Tommaso Campanella.The modern European geographic knowledge about China was based on an extensive range of sources – mainly Iberian – collected from the beginning of the sixteenth century, which replaced the very lacunar and idealized ideas produced during the late Middle Ages on East Asia. Much of the contemporary exegesis on this informative corpus discusses the existence of a common denominator in the way the Chinese otherness was perceived. One of the most widespread interpretations is the one that understands that the Portuguese sources of information – but also Spanish – on China established from the beginning the topoi of the perfect country, reflecting an utopian or wonderful view of the country, held for decades to the inheritance of Marco Polo, and foreshadowing the "Chinese myth" glossed by the Enlightenment. We will analyze the main arguments of this interpretation, as well as the contradictions that have been pointed to such generalizations, denouncing the fragility of the "Chinese utopia" thesis when confronted with the most important Renaissance Utopias, such as those of Thomas More and Tommaso Campanella.porChina,UtopiaDescrições geográficasPenínsula IbéricaSéculo XVIChina: utopia ou distopia? Interpretações sobre o tratamento da matéria chinesa na literatura geográfica ibérica do século XVIChina: utopia or dystopia? Interpretations on the treatment of Chinese matters in the Iberian geographical literature of the sixteenth centurybook part