Freitas, Filipe Marinho FerrazCaramês, João Manuel MendesLopes, Ana Margarida Santos2023-01-062023-01-062022-07-27http://hdl.handle.net/10451/55683Introdução: A metastização de tumores malignos para a cavidade oral é um evento raro, que representa cerca de 1 a 8% de todos os tumores orais. Objetivos: Sintetizar a informação disponível publicada até à data, relativamente a tumores malignos com metastização para a cavidade oral, designadamente no que diz respeito a dados demográficos, local do tumor primário, localização da metástase na cavidade oral, manifestações orais e taxa de sobrevivência. Materiais e métodos: Foi realizada uma pesquisa eletrónica nas bases de dados Pubmed, Scopus e Google Scholar. Apenas foram incluídos relatos de caso ou séries de casos em que se realizou biópsia e exame anatomopatológico da lesão com confirmação de mestástate, e em que era referida qual a estrutura da cavidade oral afetada. Foi realizada a análise descritiva e uma curva Kaplan-Meier de análise da sobrevivência dos doentes. Resultados: Foram selecionados 273 artigos, perfazendo um total de 950 casos. A idade média foi de 57,11 anos. O sexo masculino foi mais afetado (57,5%). No sexo feminino, a origem mais comum foi a mama (29,8%), enquanto no sexo masculino foi o pulmão (24,8%). A metástase oral foi o primeiro sinal de doença tumoral disseminada em 30,4% dos casos. As estruturas ósseas foram mais afetadas (56,7%) do que os tecidos moles (37,9%), sendo a mandíbula a localização mais comum (45,5%), seguida da gengiva (19,9%). A manifestação clínica mais comum foi a presença de uma massa ou nódulo. Na presença de evidência radiográfica, uma lesão radiolúcida foi a imagem mais comum (60,6%). Ao fim de 3 anos a probabilidade de sobrevivência foi de 14,2% e ao fim de 5 anos foi de 10,7%. Conclusão: Apesar de ser um pouco comum, o médico dentista deverá estar atento à possibilidade da ocorrência de metástases para a cavidade oral. As lesões deverão ser biopsadas e analisadas, mesmo as que possam ter uma aparência clínica benigna, devido à possibilidade de doença metastática.Introduction: Metastasis of malignant tumors to the oral cavity is a rare event, representing about 1 to 8% of all oral tumors. Objectives: To summarize the available information published to date, regarding malignant tumors with metastasis to the oral cavity, in terms of demographics, primary site, oral site, clinical manifestations, and survival. Materials and methods: An electronic search was carried out in Pubmed, Scopus and Google Scholar databases. Only case reports or case series in which a biopsy and anatomopathological examination of the lesion were performed with confirmation of metastasis were included, and in which the affected oral site was mentioned. Descriptive analysis and a Kaplan-Meier survival curve were performed. Results: 273 articles were selected, for a total of 950 cases. The mean age was 57,11 years. Males were more affected (57.5%). In females, the most common primary site was the breast (29.8%), while in males it was the lung (24.8%). Oral metastasis was the first sign of disseminated tumor disease in 30.4% of cases. Jawbones were more affected (56.7%) than soft tissues (37.9%), with the mandible being the most affected site (45.5%), followed by the gengiva (19.9%). The most common clinical manifestation was a mass or nodule. In the presence of radiographic evidence, a radiolucent lesion was the most common image (60.6%). 3-year and 5-year survival rates were 14.2% and 10.7%. Conclusion: Despite being uncommon, the clinician should be aware of the possibility of metastases to the oral cavity. Lesions should be biopsied and analyzed, even those that may have a benign clinical appearance, due to the possibility of metastatic disease.porTeses de mestrado - 2022Saúde OralMetastização de tumores malignos para a cavidade oral: revisão sistemática de relatos e séries de casos clínicosmaster thesis203097017