Borralho, Adelaide Maria Afonso FernandesMuñoz, Maria Teresa Militão2022-05-092022-05-092021-07-152021-06-29http://hdl.handle.net/10451/52804Trabalho Final de Mestrado Integrado, Ciências Farmacêuticas, 2021, Universidade de Lisboa, Faculdade de Farmácia.A Esclerose Múltipla é uma doença imunitária desmielinizante do sistema nervoso central que leva a sintomas clínicos muito generalizados, os quais incluem principalmente a incapacidade física entre os jovens adultos. No entanto, os doentes com EM podem experimentar outros sintomas que não são, aparentemente, visíveis ou óbvios para aqueles que os rodeiam, tais como o défice cognitivo, que é um dos sintomas mais comuns e incapacitantes da EM, ocorrendo em cerca de 40-70% dos doentes com EM. Assim, o que parece estar mais comprometido neste são a lentidão no processamento de informação, a diminuição da memória episódica, dificuldades na função executiva, alterações na fluência verbal, e reduções na análise visuoespacial. Devido à heterogeneidade da EM, não existe uma única característica patognomónica ou teste de diagnóstico que possa diagnosticar a EM com precisão, pelo que o diagnóstico se baseia na integração de vários resultados clínicos, imagiológicos e laboratoriais. Quanto à avaliação das funções cognitivas, existem várias versões escritas e orais, e mais recentemente digitais, de baterias neuropsicológicas. Neste sentido, devido à sua fiabilidade, validade e sensibilidade, o Symbol Digit Modalities Test é o teste mais frequentemente utilizado para monitorizar as taxas de recidivas cognitivas. Nos últimos anos, os desenvolvimentos notáveis das novas sequências de ressonância magnética permitiram definir correlações estruturais e funcionais de défices cognitivos, que parecem estar associados à neurodegeneração, atrofia cerebral e rutura funcional da rede. Embora as terapias modificadoras da doença tenham sido eficazes na redução das taxas de recidiva na EM, tais tratamentos, assim como o tratamento sintomático, são ineficazes para o tratamento do défice cognitivo na EM. Neste sentido, são necessárias abordagens alternativas de tratamento para atenuar estes sintomas. Assim, a reabilitação cognitiva e a prática de exercício físico são potenciais candidatos ao tratamento do défice cognitivo relacionado com a EM, embora estes ainda sejam considerados como sendo pobremente geridos em doentes com EM. Para concluir, uma investigação futura centrada no défice cognitivo é necessária e crucial para adquirir novas informações e, assim, melhorar a qualidade de vida dos doentes com EM, bem como a dos seus cuidadores.Multiple Sclerosis is an immune-mediated demyelinating disease of the central nervous system that leads to widespread clinical symptoms, including mainly physical disability among young adults. However, MS patients can experience symptoms that are not, apparently, visible or obvious, to those around them, such as cognitive impairment that is one of the most common and disabling symptoms of MS, occurring in about 40-70% of MS patients. Thus, what appears to be impaired are slowness in information processing, decreased episodic memory, difficulties in executive function, changes in verbal fluency, and reductions in visuospatial analysis. Owing to the heterogeneity of MS, there is no single pathognomonic feature or diagnostic test that can accurately diagnose MS, so the diagnosis is based on the integration of various clinical, imaging and laboratory findings. As for the assessment of cognitive functions, there are several written and oral, and more recently digital, versions of neuropsychological batteries. In this sense, due to its reliability, validity and sensitivity, the Symbol Digit Modalities Test is the most frequently used test to monitor cognitive relapse rates. In recent years, outstanding developments of new Magnetic Resonance Imaging sequences have allowed structural and functional correlates of cognitive impairments to be defined, which appear to be associated with neurodegeneration, brain atrophy and functional network disruption. Although Disease-modifying Therapies have been effective in reducing relapse rates in MS, such treatments, just like symptomatic treatment, are ineffective for the treatment of cognitive impairment in MS. In this sense, alternative treatment approaches for mitigating these symptoms are needed. Hence, cognitive rehabilitation and exercise training are potential candidates for the treatment of MS-related cognitive impairment, though these are still considered to be poorly managed in MS patients. To conclude, future research focusing on cognitive impairment is necessary and crucial to acquire new information and thus improve the quality of life of MS patients as well as their caregivers.engMultiple sclerosisCognitive impairmentNeuropsychological testsResonance magnetic imagingCognitive rehabilitationMestrado integrado - 2021Cognitive impairment as an invisible symptom in multiple sclerosismaster thesis202985865