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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A cadeira semestral de Cartografia Temática surge actualmente no elenco das cadeiras obrigatórias do 1.º semestre, sendo leccionada a todos os alunos recém-chegados ao 1.º ciclo de estudos em Geografia. Tal posição motiva preocupações acrescidas, numa altura de adaptação difícil do aluno. A separação entre teóricas e práticas é, para além de pouco adequada à natureza da cadeira, particularmente desmotivadora (para o aluno e para o docente) pelas enormes barreiras que se criam na comunicação quando as aulas são ministradas em anfiteatro, razão por que se pôs fim a essa separação no ano lectivo de 2007/2008: os 200 a 250 alunos, que a cadeira geralmente comporta em cada ano, são agora divididos em 5 turmas teórico-práticas. É tendo em conta este cenário que apresentamos o programa que se segue. É do entendimento do Departamento de Geografia da Faculdade de Letras de Lisboa que a Cartografia Temática integra, em conjunto com as TIC em Geografia, a Recolha de Informação e Análise de Dados, a Análise Multivariada da Informação Geográfica, os SIG e os SIG e Detecção Remota, o bloco das cadeiras “técnicas”. Dela se tem esperado que seja uma abordagem sumária aos conceitos gerais da Cartografia e, sobretudo, uma iniciação à Cartografia temática. A sua carga horária apenas tem permitido dedicar a temas fundamentais, e às vezes complexos, um tempo lectivo largamente insuficiente: pode dar-se como exemplo as projecções cartográficas, abordadas em cerca de 3 horas, ou a generalização cartográfica, assunto a que geralmente não se dedica mais do que 15 a 30 minutos. Mesmo o conceito de escala, ocupando duas sessões práticas, é dificilmente assimilado pelos alunos, que chegados ao final da licenciatura ainda confundem escalas grandes e pequenas. Por outro lado, sendo a única cadeira de Cartografia no 1.º ciclo, mesmo os conceitos-chave, que se consideraram da maior relevância, acabam por ser, pela falta de continuidade e aplicação, rapidamente esquecidos. No momento em que a utilidade dos SIG para os geógrafos é inquestionável, impõe-se o conhecimento razoável de certos conceitos cartográficos. A geo-referenciação é, em geral, assumida mecanicamente e sem critérios; falar em “datum” é trivial mas desprovido de significado. Estas considerações servem apenas para justificar o maior peso que se atribui no programa apresentado a estas questões, em detrimento de outras mais específicas da Cartografia temática.
Descrição
Palavras-chave
Cartografia Temática Ensino
Contexto Educativo
Citação
Editora
Centro de Estudos Geográficos, Universidade de Lisboa
