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Agricultura e império: cacau, café e práticas ambientalistas em África

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Os território sob domínio imperial foram muitas vezes sujeitos a processos de degradação ambiental. A exploração abusiva de recursos naturais por parte das potências imperiais europeias nos continentes africano, asiático e americano, e o impacto negativo desta exploração nos ecossitemas e na vida das populações locais foi tema recorrente na história colonial e nos estudos pós-coloniais (Crosby 1986; MacKenzie 1988. Gadgil e Guha 1992). No entanto, reconhecer a relação entre imperialismo e degradação ambiental não significa negar a existência de forças e movimento opostos que, dentro das estruturas dominadoras, procuravam contrariar este mesmo processo de degradação. Na verdade, o que se tem vindo a discutir sobre este tópico nas últimas décadas no seio da história da ciência aponta precisamente para esse fenómeno: a experiência de expansão do imperialismo europeu durante a época moderna foi crucial para o desenvolvimento de noções conservacionistas e está directamente relacionada com a crescente consciência sobre as limitações dos recurso naturais tanto a um nível local como global (Grove 1995; Beinart e Hughe 2007; Ross 2017).

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Palavras-chave

Contexto Educativo

Citação

Macedo, M., Gago, M. do M. (2021). Agricultura e império: cacau, café e práticas ambientalistas em África. In Ana Simões, Maria Paula Diogo (coord. geral), Maria Paula Diogo, Cristina Luís e M. Luísa Sousa (coord. do volume), Ciência, Tecnologia e Medicina na Construção de Portugal, Volume 4: Inovação e Contestação - Séc. XX, pp. 119-142. Lisboa: Tinta-da-China.

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