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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Introduction: Actinic keratosis is the most common premalignant lesion. The therapeutic approach to patients
with multiple lesions involves field-directed treatment. Objective: To evaluate the efficacy and safety of ingenol
mebutato, a new drug treatment for topical field-directed treatment of actinic keratosis. Design: Systematic review and meta-analysis of randomized controlled trials (RCTs) trials. Data sources: Medline and Cochrane Library (June 2014). Study selection: Two reviewers independently searched for studies and retrieved their characteristics and data estimates. Data synthesis: Random-effects meta-analysis. Heterogeneity was assessed with the I2 test. Results: Six trials (n = 1,492) versus placebo were included. The odds of a patient experiencing complete removal of the lesions was 17 (95%CI: 9 to 31, I2 = 0%) and 8.5 (95% CI: 5 to 15, I2 = 0%) times higher, compared to placebo, in the face/scalp and trunk/extremities, respectively. The incidence of adverse events related to treatment was higher in the group of mebutato ingenol (+23%, 95%CI: 11 to 35%), with no differences between groups in the discontinuation rate due to adverse events. Conclusions: Mebutato of ingenol is efficacious in the treatment of actinic keratosis. Compared to other field-directed treatments available in Portugal, its therapeutic value comes from the favourable safety profile and tolerability, simplicity and short duration of the treatment regimen and the possibility of different treatment to injuries according to anatomical location (individualization of therapy). Future studies should directly compare the different therapeutic options and evaluate the effectiveness of the same in the real world.
Introdução: A queratose actínica é a lesão pré-maligna mais frequente. A abordagem terapêutica dos doentes com múltiplas lesões envolve terapêuticas de campo. Objetivo: Avaliar a eficácia e segurança de mebutato de ingenol, um novo medicamento destinado à terapêutica tópica de campo. Desenho: Revisão sistemática e meta-análise dos ensaios clínicos controlados e aleatorizados (RCTs). Fontes bibliográficas: Medline e Cochrane Library (junho 2014). Seleção dos estudos: A seleção e avaliação dos RCTs foram feitas de forma independente. Análise quantitativa: Meta-análise de efeitos aleatórios. A heterogeneidade foi avaliada com o teste I2. Resultados: Foram incluídos 6 ensaios (n=1.492) versus placebo. Mebutato de ingenol esteve associado a uma possibilidade de um doente ter remoção completa das lesões 17 (IC95%: 9 a 31; I2=0%) e 8,5 (IC95%: 5 a 15; I2=0%) vezes superior, comparativamente ao placebo, no rosto/couro cabeludo e no tronco/extremidades, respetivamente. A incidência de eventos adversos relacionados com o tratamento foi superior no grupo mebutato de ingenol (+23%, IC95%: 11 a 35%), sem diferenças entre grupos na taxa de abandono por eventos adversos. Conclusões: Mebutato de ingenol é eficaz no tratamento da queratose actínica. Comparativamente às restantes terapêuticas de campo disponíveis em Portugal, o seu valor erapêutico advém do favorável perfil de segurança e tolerabilidade, da simplicidade e curta duração do esquema terapêutico e da possibilidade de tratar de forma diferenciada as lesões de acordo com a localização anatómica (individualização da terapêutica). Estudos futuros deveriam comparar diretamente as diferentes opções terapêuticas e avaliar a efetividade das mesmas no mundo real.
Introdução: A queratose actínica é a lesão pré-maligna mais frequente. A abordagem terapêutica dos doentes com múltiplas lesões envolve terapêuticas de campo. Objetivo: Avaliar a eficácia e segurança de mebutato de ingenol, um novo medicamento destinado à terapêutica tópica de campo. Desenho: Revisão sistemática e meta-análise dos ensaios clínicos controlados e aleatorizados (RCTs). Fontes bibliográficas: Medline e Cochrane Library (junho 2014). Seleção dos estudos: A seleção e avaliação dos RCTs foram feitas de forma independente. Análise quantitativa: Meta-análise de efeitos aleatórios. A heterogeneidade foi avaliada com o teste I2. Resultados: Foram incluídos 6 ensaios (n=1.492) versus placebo. Mebutato de ingenol esteve associado a uma possibilidade de um doente ter remoção completa das lesões 17 (IC95%: 9 a 31; I2=0%) e 8,5 (IC95%: 5 a 15; I2=0%) vezes superior, comparativamente ao placebo, no rosto/couro cabeludo e no tronco/extremidades, respetivamente. A incidência de eventos adversos relacionados com o tratamento foi superior no grupo mebutato de ingenol (+23%, IC95%: 11 a 35%), sem diferenças entre grupos na taxa de abandono por eventos adversos. Conclusões: Mebutato de ingenol é eficaz no tratamento da queratose actínica. Comparativamente às restantes terapêuticas de campo disponíveis em Portugal, o seu valor erapêutico advém do favorável perfil de segurança e tolerabilidade, da simplicidade e curta duração do esquema terapêutico e da possibilidade de tratar de forma diferenciada as lesões de acordo com a localização anatómica (individualização da terapêutica). Estudos futuros deveriam comparar diretamente as diferentes opções terapêuticas e avaliar a efetividade das mesmas no mundo real.
Descrição
Palavras-chave
Diterpenes Keratosis, actinic Meta-analysis Randomized controlled trials
Contexto Educativo
Citação
Revista SPDV 72(4) 2014
Editora
Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia
