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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
São Tomé e Príncipe formou-se enquanto sociedade a partir de uma economia de
plantação, baseada no trabalho escravo, e mais tarde no de “contratados” . Estes
vieram inicialmente do Gabão, Costa do Ouro e Libéria e desde inícios do século XX,
de Angola, Cabo-Verde e Moçambique (Cf. Seibert, 2001:53). A primeira vaga de
contratados vindos de Cabo-verde é de 1903. A sua chegada às roças de São Tomé e
Príncipe prolonga-se por todo o século XX, com maior intensidade nos anos 30-40
(devido às graves crises de fome neste arquipélago) e nos anos 50 (cf. Nascimento
2003). Os cabo-verdianos virão de diferentes ilhas, sozinhos ou em família, e
desempenharão nas roças, salvo raras exceções, pesado trabalho braçal. Os contratados
embarcavam para as ilhas iludidos pela miríade de um contrato de trabalho que
teoricamente os deixaria regressar livremente às suas terras. Eram obrigados a trabalhar
em condições desumanas e sujeitos a castigos, sendo que muitos, sobretudo os caboverdianos,
nunca chegaram a ser repatriados, ao contrário do que aconteceu com os
moçambicanos e com muitos angolanos. Estas pessoas viviam acantonadas nas sanzalas
das roças, distanciadas, a vários níveis, da população são-tomense.
Descrição
Palavras-chave
Comunidades cabo-verdianas Comunidades santomenses Diáspora
Contexto Educativo
Citação
Feio, J. A. (2016). Cabo-Verdianos e São-tomenses de ascendência cabo-verdiana em São Tomé e Príncipe na atualidade: uma abordagem etnográfica. In I. Évora (Ed.), Diáspora Cabo-Verdiana: Temas Em Debate, pp. 200-226. Lisboa: CEsA. Centro de Estudos sobre África, Ásia e América Latina
Editora
CEsA. Centro de Estudos sobre África, Ásia e América Latina (ISEG)
