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Moeda e mercados financeiros

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Resumo(s)

Esta obra é a terceira edição revista e ampliada dum livro publicado em 1993, que, como se escreveu na altura, era fruto de estudo e reflexão que o Autor desenvolvera ao longo de uma década, inclusivamente tendo redigido alguns textos preliminares, fornecidos avulsamente aos seus alunos de Economia Monetária. A versão 1998 (segunda edição) foi actualizada face às numerosas alterações institucionais, que foram ocorrendo, especialmente as relacionadas com entrada em vigor do Euro, assim como em relação a vários aspectos teóricos. Entretanto Portugal passou a usar o Euro como moeda nacional; todos os exemplos numéricos estão em escudos, mas entendeu-se que será um pormenor que o leitor compreende. Nesta edição acrescenta-se um preâmbulo epistemológico, corrigem-se apenas erros que se foram detectando - já que nada de substancial se verificou no campo teórico – e inserem-se dois discursos de ex-alunos, acerca de temas deste livro. No domínio da economia e finanças, os tempos que temos vivido têm-se revelado de grandes mutações a nível mundial. Fala-se de “globalização” para se referir esta espécie de neo-livre-cambismo, num contexto de desregulamentação e livre circulação não só de mercadorias como, também, de capitais. Mas deixar fazer o que se quer e como se quer, no mundo da Finança, encerra o perigo de mega-fraude se falências, com perdas para os seus utentes. E não adianta nada dizer que “o mercado selecciona os bons e exclui os maus”, porque os prejuízos que sofre o cidadão vítima dos maus, que acredita no sistema, ninguém paga. A política económica parece ter caído em desuso e abandonada por uns tempos: em plena crise financeira afectando as economias asiáticas, sul-americanas e russa, Milton Friedman - que tanto contribuiu doutrinariamente para a recuperação recente do livre-cambismo, designado por globalização ou mundialização da economia - ergueu a sua voz para recomendar aos governos que nada fizessem para minorar os problemas, que deixassem os mecanismos de mercado “resolver” tudo. A política europeia tem-se mostrado fortemente imbuída desta doutrina liberal e de conservadorismo financeiro, o que conduziu, praticamente, a reduzir a política económica à política monetária e esta, a cargo dum Banco Central independente do poder político, a limitar-se ao controlo da inflação e dos câmbios, por mera manipulação de variáveis monetárias. Face à experiência posterior a 1929/30, não é de esperar bons resultados. Neste contexto, do ponto de vista teórico não deixa de se sentir que estamos na travessia dum deserto. Tudo isto foi reflectido maduramente ao rever este livro. Para se estar na corrente “politicamente correcta”, parecia que devíamos ignorar as teorias que tradicionalmente têm fundamentado a política monetária. Resolvemos não o fazer por duas razões. Primeiro, verifica-se que as teorias podem não ser utilizadas nos dias que correm mas voltarem a ser muito úteis, passados alguns tempos. Veja-se o caso de utilização recente das ideias liberais, que após a teoria geral de Keynes pareciam definitivamente arrumadas... Segundo, há que fornecer aos alunos paradigmas teóricos que lhes sirvam de referência na sua vida profissional. Por outro lado, face à preocupação de explicar teoricamente o que de diferente nos rodeia, apresentámos várias inovações, especialmente na parte relacionada com as práticas em contexto de independência do Banco Central, onde nos surgiu a política monetária como um jogo. (matéria original e inédita adiante publicada). Lisboa, Outubro de 2005

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Contexto Educativo

Citação

Barata, José Martins (2005). " Moeda e mercados financeiros". Lisboa, Econometer.

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