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Do palácio ao mercado, reavaliações de quotidianos femininos no Renascimento em Portugal

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A época do Renascimento e a historiografia sobre o feminino e o seu quotidiano nesse período são marcadas pela controvérsia. Se em tratados doutrinários e jurídicos revelam-se termos que suscitam questões sobre mentalidades opostas e clivagens sociais vigentes, em comentários moralistas vencem opiniões contrastantes, e nas descrições de corpos sociais não se chega a um consenso. Sobretudo não se alcança um tipo de reavaliação inequivocamente positivo das mulheres, actuem estas em meios palacianos, em ambientes privados ou nos mercados. Por essas razões e para observar de perto esta realidade, pesquisámos três tipos diferentes de fontes. Escolheu-se em primeiro lugar a obra do Dr. Rui Gonçalves acerca Dos privilegios & praerogativas que ho genero feminino tem por direito comum & ordenações do Reyno mais que ho genero masculino, publicado em 1557, obra que tem sido alvo de olhares díspares, e que na sua própria concepção está eivada de comentários provenientes de diferentes tipos de documentação, para lá de documentos jurídicos. Escolhemos em segundo lugar um outro tipo de fontes, de criação artística, mais concretamente as obras do grande dramaturgo quinhentista, Gil Vicente (1502-1536) onde não faltam personificações e alusões às mulheres, suas atribulações sociais e liames sociojurídicos e conflitos psicológicos. Na verdade, trata-se de composições teatrais em que perpassam mulheres de todas as camadas sociais. Teremos ocasião, assim, de registar o debate da época sobre qualidades e defeitos, uns residuais na literatura de todos os géneros, outros súmula de um sarcasmo quiçá renovador. Continuando a comparar as fontes, escolhemos em terceiro lugar índices quinhentistas sobre a ocupação laboral das mulheres nos mercados de Lisboa em pleno Renascimento e época expansionista. Utilizaremos os inventários realizados por Cristóvão Rodrigues de Oliveira, em 1551, e por João Brandão (de Buarcos) em 1552. No balanço dos três tipos de documentos de Portugal do século XVI acabamos por entrever ora arquétipos e fenómenos residuais de épocas passadas, ora realidades documentadas que se confrontam na época, assim como conflitos psicológicos do humanismo e dinamismos do quotidiano da mulher na sua pluralidade de ambientes e de aspirações.

Descrição

Palavras-chave

Quotidianos femininos Privilégios Arquétipos Aspirações sociais Mercancia Renascimento

Contexto Educativo

Citação

CRUZ, Maria Leonor garcía da, “Do palácio ao mercado, reavaliações de quotidianos femininos no Renascimento em Portugal”, in Manuel Bermúdez Vázquez (Coord.), Caminos de reflexión y pensamiento: análisis desde la filosofía hasta los ODS, Madrid, Dykinson S.L., 732-754. ISBN 978-84-1122-826-8. Online: Librería Dykinson - Caminos de reflexión y pensamiento: análisis desde la filosofía hasta los ODS - Bermúdez Vázquez, Manuel | 9788411228268.

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