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Orientador(es)
Resumo(s)
Este artigo aborda a questão da queda da fecundidade em Portugal nas
últimas décadas segundo pontos de vista diferentes, mas complementares.
Partindo de indicadores demográficos clássicos, apresenta e descreve essa
curva descendente, ao mesmo tempo que mostra empiricamente a emergência
de novos calendários e cenários para a fecundidade na população feminina.
Ensaia-se, depois, uma interpretação para a queda, mostrando como ela mobiliza
uma constelação complexa de factores macro e micro, de práticas e
valores. O desafio fica então lançado para os pontos seguintes: privilegiando
uma visão que contextualiza a fecundidade no cenário mais amplo de comportamentos
familiares a que se associa (designadamente nos domínios da sexualidade,
da conjugalidade e da procriação), procura-se explorar alguns resultados
do Inquérito à Fecundidade e Família realizado pelo INE em 1997. Dessa base de dados trabalhou-se exclusivamente com as mulheres (por
definição em idade fértil, entre os 15 e os 49 anos) que já tiveram alguma
vez relações sexuais. Exploram-se, em particular, os resultados sobre contracepção
e interrupção voluntária da gravidez, sexualidade e conjugalidade,
procriação e conjugalidade; procura-se não só apresentar os arranjos em que
estes domínios presentemente se estruturam, como ainda descobrir e discutir
as lógicas sociais da sua diversidade.
Descrição
Palavras-chave
Fecundidade Portugal
Contexto Educativo
Citação
Almeida, A. N. D., André, I. M., & Lalanda, P. (2002). Novos padrões e outros cenários para a fecundidade em Portugal. Análise Social, vol. XXXVII(163), 371-409. https://doi.org/10.31447/AS00032573.2002163.02. ISSN:0003-2573.
Editora
Universidade de Lisboa, Instituto de Ciências Sociais
