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Orientador(es)
Resumo(s)
Este estudo tem como problema central estudar de que forma os aspectos afectivo-emocionais
e, em particular, as emoções e as disposições afectivo-emocionais, a atmosfera afectivo-relacional
do processo de ensino-aprendizagem estão entrelaçadas na aprendizagem da matemática através
da actividade dos alunos na sala de aula.
Partindo do pressuposto de que aprendemos (e vivemos) na omnipresença dos aspectos
afectivos, por sermos pessoas, tentamos compreender, de uma forma mais aprofundada, o modo
como os aspectos afectivo-emocionais estavam presentes no ensino-aprendizagem da Matemática
escolar da sala de aula. Assim, fomos observar o dia-a-dia "normal" de uma dada turma da
professora-investigadora. Trata-se assim, de um estudo de tipo naturalista dado que o fenómeno
em análise é a prática diária numa turma, na disciplina de Matemática, não tendo sido alterada a
planificação normal das aulas.
Assim, foi privilegiado a recolha de dados da vivência diárias de uma turma do nono ano de uma escola do Norte de Portugal, surgidas ao longo do desenvolvimento de trabalho no terceiro
período, em Maio de 1996. As principais técnicas de recolha de dados foram a observação
presencial e a gravação vídeo de doze aulas, durante três semanas. Para perceber melhor os
diferentes contextos no trabalho de sala de aula (contexto global da turma, contexto da actividade
proposta e o contexto individual de cada aluno) implementaram-se outras técnicas de recolha de
dados suplementares: "Recolha de informações" em Outubro de 1995; os registos da caderneta da
professora; elaboração de diários de bordo por alguns alunos e pela professora; entrevistas semiestruturadas a alguns alunos no terceiro período do ano lectivo de 1995/96.
Os aspectos afectivo-emocionais e os aspectos cognitivos são tecidos de uma forma
regularmente entrelaçada no processo de ensino-aprendizagem de Matemática. As disposições
afectivo-emocionais são os aspectos afectivos mais frequentes na prática diária da sala de aula de
Matemática. Na envolvente afectivo-relacional presente no processo de ensino-aprendizagem de
Matemática, o encorajamento protagonizado pelo professor e as histórias afectivo-emocionais dos
alunos ao longo do respectivo desenvolvimento escolar determinam, profundamente, o sucesso
escolar no sentido dado por Tavares (1992).
Contudo, este estudo, não é mais que um primeira abordagem a um problema que, cada vez
ganha mais importância nos nossos dias em que se pretende que haja uma alfabetização da
Matemática acessível à generalidade dos cidadãos. Os aspectos afectivo-emocionais são um
problema a ter em conta pela Educação Matemática no sentido em que são necessárias mudanças
significativas no modo como se aborda o ensino-aprendizagem e não devem ser considerados por
eles mesmos.
Descrição
Tese de mestrado em Educação (Didáctica da Matemática), apresentada à Universidade de Lisboa através da Faculdade de Ciências, 1997
Palavras-chave
Matemática Aprendizagem Emoções Matemática - Estudo e ensino Aspectos cognitivos Teses de mestrado - 1997
