| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 10.9 MB | Adobe PDF |
Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Este capítulo propõe uma reflexão sobre as práticas e os imaginários internacionais
que atravessam a história da antropologia de cariz racialista produzida
em Portugal e nos seus espaços ultramarinos entre o último quartel do século
XIX e os anos 70 do século xx, período que abrange o longo século do colonialismo
tardio português. O texto sugere que as origens e a persistência de uma
antropologia física, racial e colonial em Portugal se compreendem - em parte
e de forma relevante, mas obviamente não de forma exclusiva - em torno de
uma complexa relação transnacional com a ciência entendida como estrangeira,
relação essa feita tanto de cortes e fechamentos, quanto de conexões e
usurpações . Por um lado, existem indícios de interacções e estratégias de apropriação
do «estrangeiro» enquanto modelo e fonte vital de autoridade e soberania
científica nacional. Por outro, existem indícios de coexistentes estratégias
de autoridade contrárias, assentes em gestos de exclusão e fechamento ao que
era entendido como estranho ao corpo nacional. Por conseguinte, este texto
propõe rever a questão da internacionalização da ciência e, em particular,
da antropologia portuguesa sob o prisma da noção de ciência-estrangeira.
Descrição
Palavras-chave
Contexto Educativo
Citação
Roque, R. (2021). A ciência‑estrangeira e a história da antropologia racial portuguesa, c. 1880‑1974. In Ana Simões, Maria Paula Diogo (coord. geral), Maria Paula Diogo, Cristina Luís e M. Luísa Sousa (coord. do volume), Ciência, Tecnologia e Medicina na Construção de Portugal, Volume 4: Inovação e Contestação - Séc. XX, pp. 485-508. Lisboa: Tinta-da-China
