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Orientador(es)
Resumo(s)
Neste livro, o autor explica como foi que os navegadores portugueses chegaram às ilhas de
São Tomé e Príncipe no terceiro quartel do século XV e transformaram-nas num contexto
social para o seu desenvolvimento, mas em que as relações humanas e institucionais foram
complexas e até insuportáveis para os mais desfavorecidos, particularmente na ilha de São
Tomé. Houve conflitos de toda a ordem que se agravaram particularmente depois da
transição da sociedade de habitação para a de plantação, com a intensificação de atividades
do tráfico negreiro e da produção e exportação do açúcar. A longa distância das ilhas do poder central, localizado em Lisboa, constituiu um ingrediente que favoreceu o fomento dos
conflitos em que o desrespeito às regras estabelecidas foi permanente e se manteve
durante o período da dominação da elite nativa desde o século XVII, marcado em torno das
principais famílias que disputavam o acesso ao poder e o controlo da riqueza. O autor
mostra que, apesar da sua dureza, o modelo escravocrata colonial tinha dinâmicas de
mobilidade social que permitiram que alguns escravizados se tornassem livres e outros
chegaram a ser poderosos em termos económicos e políticos, ainda no decorrer do século
XVI, vindo a ser dominantes até meados do século XIX.
Descrição
Palavras-chave
Contexto Educativo
Citação
Espírito Santo, A. (2021). História de São Tomé e Príncipe: da descoberta a meados do século XIX. Lisboa: Edições Colibri
