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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Neste capítulo acompanham-se os avanços da filologia do português desde que o ambiente digital se começou a anunciar como o contexto mais apropriado para a circulação do conhecimento. Remonta-se às primeiras experiências de processamento mecânico de textos portugueses, quando se entreviam já duas grandes vantagens no auxílio informático para efeitos de estudo histórico da língua: prevenção de erro humano em transcrições e edições e prevenção de abandono de tarefas demasiado gigantescas para a capacidade humana. Acompanha-se uma fase ulterior, em que os académicos, a nível internacional, deixaram de instrumentalizar apenas o digital para passarem a harmonizar-se com ele, tentando compreender quantos conceitos e métodos é preciso revolucionar para que a filologia possa continuar a cumprir a responsabilidade de disciplina que se ocupa da peritagem dos textos e do seu diálogo com a história da cultura e a história da língua. Analisam-se aqueles modelos de edição académica que correspondem, por terem codificação explícita e consistente, ao imperativo da legibilidade por máquina, ao mesmo tempo que permitem, fruto da linguagem de marcação e da anotação rica que adotam, uma crescente manipulação das suas representações computacionais. E demonstra-se como a filologia do português ganhou um ritmo acelerado de experimentação a este nível.
Descrição
Palavras-chave
Filologia Texto Tecnofobia Codificação de caracteres Linguagem de programação Linguagem de marcação XML TEI Edição académica digital Corpus histórico Anotação em stand-off Anotação alinhada
Contexto Educativo
Citação
MARQUILHAS, Rita & HENDRICKX, Iris. (2016): Avanços nas humanidades digitais. In Manual de Linguística Portuguesa, ed. Ana Maria Martins & Ernestina Carrilho. MRL Series. De Gruyter, pp. 252-277
