Autores
Lo Bosco, Maria Concetta
Orientador(es)
Resumo(s)
Neste capítulo, iremos explorar a constituição de diferentes narrativas
sobre as tecnologias de diagnóstico a partir da articulação de dois
estudos etnográficos desenvolvidos em Portugal, entre 2014 e 2018.
Através de entrevistas a profissionais da saúde materno-infantil e de
fontes secundárias relativas à história da assistência maternal e do planeamento familiar em Portugal, iremos analisar como o desenvolvimento
da ciência obstétrica e a implementação das técnicas de diagnóstico
pré-natal são articulados com a transformação política ocorrida com o
fim da ditadura e interpretados como sinais da modernidade do país.
Secundariamente, analisaremos como mães de crianças diagnosticadas
com autismo constroem uma nova ontologia das técnicas de diagnóstico
pré-natal, a partir de uma narrativa a posteriori acerca da própria
gestação: a inexistência, até hoje, de técnicas capazes de detectar o autismo
durante a gravidez é re-interpretada pela mães não só como uma
falha do saber diagnóstico médico, mas também como uma forma de
resistência a possíveis práticas eugênicas.
Descrição
Palavras-chave
Contexto Educativo
Citação
Lo Bosco M.C. , De Luca, F. (2021). Olhar para dentro: obstetrícia, tecnologias de diagnóstico e o corpo das mulheres grávidas em Portugal. In Fabiola Rohden, Chiara Pussetti, Alejandra Roca (Eds.), Biotecnologias, transformações corporais e subjectivas: saberes, práticas e desigualdades, pp. 133-157. Brasília: ABA Publicações. PPGAS/UFRGS.
Editora
Associação Brasileira de Antropologia. Universidade Federal do Rio Grande do Sul
