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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Desde maio de 1993 que, em Ciudad Juárez, centenas de mulheres foram assassinadas, violadas, torturadas e mutiladas e milhares continuam desaparecidas. Neste artigo, começa-se por evidenciar a interligação entre as alterações económicas geradas pelo Acordo de Comércio Livre da América do Norte e a destabilização dos papéis de género no norte do México, o que originou novos focos de violência contra as mulheres. Em segundo lugar, expõe-se a dialética que está subjacente aos modelos patriarcais enraizados na cultura
mexicana, na base de narrativas sociais que desculpabilizam o opressor e culpabilizam a vítima. Por último, considera-se a centralidade da mestiçagem no discurso imperialista e colonial subjacente ao feminicídio de Juárez, relacionando-se ainda a fronteira com o hibridismo identitário de corpos femininos historicamente e culturalmente pluralizados.
Descrição
Palavras-chave
Ciudad Juárez Feminicídio Machismo Colonialismo
Contexto Educativo
Citação
Lobo, Patrícia Alves. "O feminicídio de Juárez: alterações económicas, narrativas sociais e discursos coloniais na fronteira dos EUA e México". Revista exæquo, Nº 34. 2016. 45-58.
