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Abstract(s)
Trees, herbs and shrubs are the “engines” of the cork oak ecosystem productivity. Although
climate have an impact on each compartment productivity, the system is intrinsically linked with
human presence and management practices which interfere with the ecosystem responses to
environmental stresses. Herbaceous layer and shrubs are very well adapted and responsive to
these variations, but trees productivity is strongly associated with the amount of leaves
produced which results from a complex interaction between climate, phenology and
accumulated reserves.
Long-term monitoring sites located in representative areas allows to consolidate the knowledge
on these processes because they offer the opportunity to understand the cycles of decline and
recovery after disturbance. This knowledge is essential to support management decisions that
must be adaptive under a paradigmatic economic and climate change scenario.
This work was carried out in a cork oak forest in the central region, where continuous data was
collected over nine years and in two vegetation strata: herbs and trees.
Herbaceous production in the monitored improved pasture was 8 times higher than in the
natural pasture, due to initial fertilization and legume-rich seed mixtures used. The accumulated
rainfall from February to May was determinant in both systems. Drought increased the
proportion of grasses and reduced the legumes with the natural pasture showing a higher
drought resilient tendency.
The pattern of production and fall of leaves, flowers, acorns and radial growth of trees was
assessed in contrasting years. Leaf production decreased with reduced accumulated rainfall
from autumn/winter prior to budburst but the acorn mast years were determinant in this
reduction suggesting a competitive interaction between reproductive and vegetative growth. Dry
winters/springs led to an anticipation of the maximum seasonal cork growth rate by
approximately 2 months compared to wet years. Dry years strongly reduced phellogen activity
and radial growth.
As árvores, herbáceas e arbustos são os motores da produtividade do montado. A variabilidade do clima tem impacte na produtividade destes estratos, mas o sistema é indissociável do homem pelo que a gestão praticada é determinante nas respostas do sistema às condições ambientais. Temos as herbáceas e arbustos muito bem adaptados e responsivos a estas variações, e depois as árvores cuja produtividade está condicionada pela área foliar produzida resultante de uma interação complexa entre clima, fenologia e reservas acumuladas. Monitorizações de longo termo em locais representativos consolidam o conhecimento destes processos pois permitem compreender os ciclos de depressão e recuperação após perturbação. Este conhecimento é fundamental para apoiar a gestão que deve ser adaptativa face a um novo paradigma de economia e clima em mudança. Este trabalho decorreu num montado de sobro na região de Coruche, onde se recolheram dados contínuos durante nove anos e em dois estratos de vegetação: herbáceas e árvores. A produção de herbáceas na pastagem melhorada monitorizada foi 8 vezes superior à pastagem natural, devido à fertilização inicial e à mistura de sementes ricas em leguminosas. A chuva acumulada de fevereiro-maio foi determinante nos dois sistemas. A seca aumentou a proporção de gramíneas e reduziu a de leguminosas com a pastagem natural tendencialmente mais resiliente à seca. O padrão de queda e produção de folhas, flores, bolotas e crescimento radial das árvores foi avaliado em anos contrastantes. A produção de folhas diminuiu com a redução da chuva acumulada no outono/Inverno antes do abrolhamento mas a safra foi determinante nesta redução sugerindo uma interação competitiva entre o crescimento reprodutivo e vegetativo. Invernos/Primaveras secas levaram a uma antecipação da taxa de crescimento sazonal máximo da cortiça de aproximadamente 2 meses em relação aos anos húmidos. Anos secos reduziram fortemente a atividade do felogénio e o crescimento radial.
As árvores, herbáceas e arbustos são os motores da produtividade do montado. A variabilidade do clima tem impacte na produtividade destes estratos, mas o sistema é indissociável do homem pelo que a gestão praticada é determinante nas respostas do sistema às condições ambientais. Temos as herbáceas e arbustos muito bem adaptados e responsivos a estas variações, e depois as árvores cuja produtividade está condicionada pela área foliar produzida resultante de uma interação complexa entre clima, fenologia e reservas acumuladas. Monitorizações de longo termo em locais representativos consolidam o conhecimento destes processos pois permitem compreender os ciclos de depressão e recuperação após perturbação. Este conhecimento é fundamental para apoiar a gestão que deve ser adaptativa face a um novo paradigma de economia e clima em mudança. Este trabalho decorreu num montado de sobro na região de Coruche, onde se recolheram dados contínuos durante nove anos e em dois estratos de vegetação: herbáceas e árvores. A produção de herbáceas na pastagem melhorada monitorizada foi 8 vezes superior à pastagem natural, devido à fertilização inicial e à mistura de sementes ricas em leguminosas. A chuva acumulada de fevereiro-maio foi determinante nos dois sistemas. A seca aumentou a proporção de gramíneas e reduziu a de leguminosas com a pastagem natural tendencialmente mais resiliente à seca. O padrão de queda e produção de folhas, flores, bolotas e crescimento radial das árvores foi avaliado em anos contrastantes. A produção de folhas diminuiu com a redução da chuva acumulada no outono/Inverno antes do abrolhamento mas a safra foi determinante nesta redução sugerindo uma interação competitiva entre o crescimento reprodutivo e vegetativo. Invernos/Primaveras secas levaram a uma antecipação da taxa de crescimento sazonal máximo da cortiça de aproximadamente 2 meses em relação aos anos húmidos. Anos secos reduziram fortemente a atividade do felogénio e o crescimento radial.
Description
Doutoramento em Engenharia Florestal e dos Recursos Naturais / Instituto Superior de Agronomia, Universidade de Lisboa
Keywords
Quercus suber L. climate Herbaceous understorey Litterfall growth clima estrato herbáceo folhada crescimento
Pedagogical Context
Citation
Bicho, M.C.G.P. Climate variability effects on productivity of a cork oak woodland. Lisboa: ISA, 2024, 104 p. Tese de Doutoramento
Publisher
Instituto Superior de Agronomia, Universidade de Lisboa
