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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Este texto explora o percurso, a apropriação, o conflito e a negociação sobre a posse de duas notáveis coleções de história natural reunidas pelos naturalistas Étienne Geoffroy Saint-Hilaire (1772-1844) e Friedrich Welwitsch (1806-72). Não existe uma relação direta entre ambos os casos. Os contextos históricos de ambas as coleções são muitos distintos quer nas geografias quer nas cronologias quer mesmo nos paradigmas de conhecimento e de colecionismo que as motivam. Interessa-me sobretudo explorar aquilo que eles têm em comum : em primeiro lugar, ambos os casos são protagonizados por coleções de « história natural » e permitem-nos demonstrar como as culturas de posse, estudo e exposição são indissociáveis das conjunturas políticas e do contexto geral de formação de identidades nacionais e coloniais, em transformação no espaço de tempo entre estas duas viagens. « Colónias », « coleções » e « conhecimento » foram assim no passado objeto de conflito e de negociação entre países no momento da sua formação. Mas no nosso presente continuamos a debatermo-nos com os legados desta herança : quem tem legitimidade para ter, investigar e mostrar cultura material proveniente de outros lugares e, em muitos casos, obtida em contextos de desigualdade, conflito armado e hierarquia ?
Descrição
Palavras-chave
Coleções história natural Saint-Hilaire Welwitsch apropriação reparação
Contexto Educativo
Citação
Vicente, F. L. (2021). Quem merece possuir colónias, coleções e conhecimento ? História natural em negociação entre Lisboa, Londres e Paris no longo século XIX. Reflexos, 5, Savoirs en circulation dans l’espace atlantique entre les XVIe et XIXe siècles, 1-33
