| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 306.14 KB | Adobe PDF |
Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Este artigo debruça-se sobre um dos temas mais esquecidos da conjuntura económica vintista: o comércio interno e a sua regulamentação. Centra-se, em particular, no comércio itinerante, uma atividade que se mantinha controversa, em certos casos proibida, apesar de parecer encaixar na perfeição na agenda liberal. Exploram-se os discursos de ambos os lados do confronto: o comércio estabelecido, maioritariamente desenvolvido por retalhistas, apoiados nas suas ainda influentes corporações, e o comércio itinerante de homens e mulheres que vendiam pelas ruas e de porta em porta. Buscam-se, em especial, sinais de modernização nos seus discursos, a começar pela disseminação de conceitos ligados ao liberalismo económico e político, num contexto peticionário sem precedentes em Portugal. Por fim, discutem-se e avançam-se explicações para as indecisões e meias-medidas dos deputados vintistas que refletem a dificuldade de acomodar o projeto liberal à realidade económica e social do país.
Descrição
Palavras-chave
Comércio itinerante Movimento peticionário Revolução liberal
Contexto Educativo
Citação
Cruz, M. D. (2018). Soterrados em petições: os liberais e a regulamentação do comércio itinerante em Portugal, 1820-1823. Ler História, 73, 81-104
