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Targeting membrane proteins of latently infected CD4+T cells providing a starting point to the eradication of HIV-1

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Resumo(s)

AIDS is characterized by an immunodeficiency developed due to an infectious disease caused by a world spread virus, the HIV‐1. Infection with this virus culminates invariably in the death of the infected individual due to opportunistic infections that find a way into the organism. Today, HIV‐1 is fought against with therapies based in antiretroviral drugs that, although efficient and able to stop or difficult the viral infectious cycle, do not provide a real cure for AIDS, this is, HIV‐1 infection is still considered a chronic and fatal condition. The incapacity of such therapies to eradicate HIV‐1 infection is in part due to the existence of viral reservoirs like the CD4+ T cells population which are responsible for maintaining the HIV‐1 in a latent state inside the cell, protecting it from the host immune system and administered drugs, waiting for some trigger capable to reactivate it. This project was born from the possibility to achieve a sterilizing cure upon finding that specific trigger, enabling the depletion of such reservoirs and subjugating the reactivated HIV‐1 to the effects of the antiretroviral drugs. For this, we traced and objective in selecting antibodies through a run of the mill technology, the phage display technique, against unknown membrane determinants of the latently infected cells searching for agonist antibodies capable of reactivating the latent HIV‐1 and possibly, bringing us one step closer to a cure for AIDS. scFv of human origin were selected against J‐Lat 10.6 and their agonist capacity in causing a phenotypic modification was evaluated resorting to flow cytometry. The work here presented permitted us to identify four promising scFv with agonist HIV‐1 latent reactivation capacities against J‐Lat 10.6 cells and, additionally demonstrated the possibility for our simple approach to be an alternative methodology to the lentiviral agonist selection method developed by Hongkai Zhang and associates.
A SIDA, ou síndrome da imunodeficiência humana adquirida desenvolve‐se devido a uma doença infeciosa de incidência mundial causada pelo vírus da imunodeficiência humana, o VIH tipo‐1. Este vírus tem um tropismo específico para células do sistema imunitário, o que leva à depleção desta população celular inevitavelmente debilitando as defesas naturais do organismo. Tal estado imunodeprimido contribui para que infeções oportunistas se instalem, causando complicações adicionais o que resulta invariavelmente na morte do individuo seropositivo. Até à data os doentes com VIH‐1 são sujeitos a terapias que se baseiam em combinações de fármacos antirretrovirais e que, apesar de eficientes bloqueando ou dificultando o ciclo infecioso do vírus em algum momento, não constituem uma verdadeira cura para a SIDA. A infeção com VIH‐1 continua a ser considerada uma condição crónica e fatal. A dificuldade que tais terapias têm em erradicar a infeção causada pelo VIH‐1 é em parte devida à existência de reservatórios virais, como a população de células T CD4+. Esta células inadvertidamente mantêm o VIH‐1 num estado latente no interior da célula, protegido do sistema imunitário do hospedeiro e de qualquer terapêutica farmacológica, aguardando por algum evento desencadeador do processo de reativação. É derivado desta observação fisiológica que este projeto nasce. A partir da possibilidade de se obter uma cura esterilizante ao se encontrar um gatilho capaz de reactivar o VIH‐1 latente e que permita então a depleção dos reservatórios de latência viral e submeta o HIV‐1 à mercê dos fármacos antirretrovirais. Para tal traçamos um objetivo baseado numa técnica laboratorial corriqueira, o phage display, para se selecionar anticorpos contra determinantes membranares apresentados pelas células latentemente infetadas. A identificação de anticorpos agonistas capazes de reativar o HIV‐1 latente num modelo celular laboratorial, as J‐Lat 10.6, aproxima‐nos da possibilidade de encontrar uma cura para a SIDA. Tal identificação foi facilitada recorrendo à técnica de citometria de fluxo que permitiu avaliar a capacidade dos anticorpos selecionados desencadearem a alteração fenotípica desejada. O trabalho aqui apresentado permitiu‐nos identificar quatro scFv agonistas com capacidade de reativar o HIV‐1 latente em células J‐Lat 10.6 e, adicionalmente, demonstrou que pode ser utilizado como uma alternativa à metodologia utilizada por Hongkai Zhang na sua seleção de anticorpos agonistas através do uso de partículas lentivirais.

Descrição

Tese de mestrado, Ciências Biofarmacêuticas, Universidade de Lisboa, Faculdade de Farmácia, 2013

Palavras-chave

HIV‐1 Latency AIDS sterilizing cure Agonist antibodies scFv Phage display Teses de mestrado - 2014

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