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Comparação entre o Terreno Finisterra e o Maciço Ibérico numa perspectiva geoquímica e geocronológica : implicações geodinâmicas

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Resumo(s)

O Terreno Finisterra é descrito como um terreno exótico com características paleogeográficas distintas das típicas unidades do Norte do Gondwana, que compõem o Maciço Ibérico. A diferente interpretação tectónica das estruturas de primeira ordem Ibéricas (e.g. Zona de Cisalhamento Porto Tomar), implica uma evolução geodinâmica e paleogeográfica distinta para este terreno. Embora existam alguns dados petrológicos e geoquímicos para o Terreno Finisterra, o objetivo principal é fornecer novos dados e reinterpretar o modelo pré-existente. A análise geoquímica e isotópica revela afinidades entre a maioria das unidades metassedimentares e a alguns dos diatexitos e ortognaisse. Apenas os diatexitos do sector Porto-Espinho revelam uma origem com provável mistura de fontes durante o processo fusão e/ou acumulação de melts. Os padrões de REE e spidergrams para as unidades de alto grau metamórfico indicam que a anatexia, durante o Varisco, ocorreu com alguma contaminação crustal muito provavelmente durante o pico metamórfico desta orogenia. Os diagramas discriminantes apontam para uma margem continental ativa e afinidade de arco-vulcânico, com uma tendência evolutiva para granitoides de fontes de intra-placa. Os litótipos apresentam também idades modelos entre os 1.51 e 2.01 Ga, valores dentro do expectável do Maciço Ibérico. Os novos dados geocronológicos do soco subjacente à Bacia Lusitânica apontam para uma herança/fonte predominantemente Cadomiana/Pan-Africana e Eburneana, posicionando este terreno como um domínio peri-gondwânico. No entanto, duas grandes diferenças podem ser observadas nos padrões de distribuição de idades U-Pb em zircão detrítico e herdado: amostras com clara ausência de idades mesoproterozóicas vs amostras com clara presença destas idades e ainda do Silúrico-Devónico. Se as primeiras apresentam claros sinais de afinidade com a Zona Ossa-Morena, as últimas assemelhamse à Zona Sul Portuguesa, sendo uma das amostras, provavelmente depositada no Devónico Superior/Carbónico Inferior, interpretada como tendo origem mista. A integração dos vários dados aponta para muitas semelhanças dos sectores estudados com algumas zonas tectonostratigráficas do Maciço Ibérico.
The Finisterra Terrain is described as an exotic terrain with paleogeographic characteristics distinct from the typical units of Northern Gondwana, which comprise the Iberian Massif. The different tectonic and structural interpretation of the first-order Iberian structures (Porto Tomar Shear Zone) implies a distinct geodynamic and paleogeographic evolution for this terrain. Although some petrological and geochemical data do exist for the Finisterra Terrain, the main objective is to provide new data and reinterpret the pre-existing model. Geochemical and isotopic analysis reveals affinities between most of the metasedimentary units and some of the diatexites and orthogneisses. Only the diatexites from the Porto-Espinho sector show an origin likely involving a mixture of sources during the melting process and/or accumulation of melts. The REE patterns and spidergrams for the high-grade metamorphic units indicate that anatexis during the Variscan orogeny occurred with some crustal contamination, most likely during the metamorphic peak of this orogeny. Trace element discrimination diagrams point to an active continental margin and volcanic-arc affinity, with an evolutionary trend towards intra-plate granite sources. The lithotypes also show model ages between 1.51 and 2.01 Ga, values consistent with those expected for the Iberian Massif. New geochronological data from the basement underlying the Lusitanian Basin suggest a predominantly Cadomian/Pan-African and Eburnean inheritance/source, positioning this terrain as a peri-Gondwanan domain. However, two major differences can be observed in the U-Pb age distribution patterns in detrital and inherited zircon: samples with a clear absence of Mesoproterozoic ages vs samples with a clear presence of these and Silurian-Devonian ages. While the first samples show clear signs of affinity with the Ossa-Morena Zone, the latter resemble the South Portuguese Zone, with one sample, likely deposited in the Upper Devonian/Lower Carboniferous, interpreted as having a mixed origin. The integration of this data points to many similarities between the studied sectors and some tectonostratigraphic zones of the Iberian Massif.

Descrição

Tese de Mestrado, Geologia (Geoquímica, Mineralogia e Petrologia), 2024, Universidade de Lisboa, Faculdade de Ciências

Palavras-chave

Finisterra Maciço Ibérico Geocronologia U-Pb Zircões detríticos Geologia Isotópica Teses de mestrado - 2024

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