| Nome: | Descrição: | Tamanho: | Formato: | |
|---|---|---|---|---|
| 294.08 KB | Adobe PDF |
Orientador(es)
Resumo(s)
Após a independência espalhou-se entre os timorenses um sentimento de urgência em repor a
dignidade devida ao enterro e à sepultura de parentes mortos durante a luta da resistência. A
expressão de um timorense em conversa com a antropóloga Janet Gunter na região de Viqueque
aplica-se, nesse sentido, ao conjunto do país: ‘sem paz não se pode fazer o enterro’. O facto de urgir
dar a morada definitiva àqueles que pereceram em condições difíceis, ou tratar de novo aquelas
sepulturas que não faziam jus aos seus feitos valiosos é indiscutivelmente uma das complexas
dimensões da reestruturação da vida após a independência, envolvendo aspectos centrais ao bem estar
dos vivos. Poderíamos portanto parafrasear esse timorense anónimo e afirmar que ‘sem um enterro
digno não pode haver paz’ e que, portanto, os esforços para construir uma paz duradoura passam
necessariamente pelo culto prestado aos que tombaram na luta.
Descrição
Palavras-chave
Timor-Leste Monumentos funerários Memória
Contexto Educativo
Citação
Feijó, R. G. & Viegas, S. de M. (2016). Memórias contestadas: monumentos funerários em Lospalos. In S. Smith, N. C. Mendes, A. B. da Silva, A. da C. Ximenes, C. F. & M. Leach (Eds.), Timor-Leste: o local, regional e global. Proceedings of the Timor-Leste: the local, the regional and the global conference, Vol. 1, pp. 88-92. Hawthorn: Swinburne Press/ Timor-Leste Studies Association
