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Orientador(es)
Resumo(s)
Nos últimos anos a preocupação com a diversidade de género alimentada pela expansão rápida dos estudos transgénero tem sido marcante. Ao invés de uma ordem de género onde apenas homens e mulheres existem por determinação biológica de nascimento, a dissociação entre corpo sexuado e identidade de género abriu múltiplas possibilidades de construção do género. As narrativas de sujeitos agenciais, ainda que socialmente coagidos por normas binaristas, tornaram-se fundamentais para ampliar a própria noção de género como pertencendo ao domínio da subjetividade individual e passível de tantos nomes quanto as experiências intransmissíveis das pessoas o permitem. Alinhando com os esforços de articular agência e normas sociais, analisamos as práticas discursivas de nomeação do género de pessoas transgénero e não-binárias em Portugal. Concluímos que ao invés de linhas divisórias entre o “modelo de transição” e o “modelo além do binário”, que oporiam a figura do transsexual em percurso migratório à vontade de transcender qualquer norma binária de género, as semânticas da identidade construídas ao longo do tempo tendem a ser híbridas. Demonstra-se assim que, ao longo da jornada, as gramáticas identitárias estão longe de pertencer ao léxico de um único regime discursivo.
Descrição
Palavras-chave
Semânticas identitárias regimes discursivos transgénero diversidade de género percursos de nomeação
Contexto Educativo
Citação
Aboim, S., Fonseca, A. & Godinho, F. (2023). Os nomes do género: percursos de construção identitária de pessoas transgénero. In: Torres, A, Assunção, F., Campos Pinto, P. & Maciel, D. (eds.) Género, conhecimento, resistências e ação (Col. Estudos de Género), pp. 137-160. Lisboa: ISCSP – Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas.
Editora
ISCSP – Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas
