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No somos portugueses sino del Algarve

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Resumo(s)

Os marinheiros portugueses, considerados estrangeiros apesar da União Ibérica, ocupavam o segundo lugar nas frotas da Carreira das Índias, logo a seguir aos andaluzes. Dos portugueses, cerca de 70% dos marinheiros procediam do Algarve. Resulta que o recrutamento de marinheiros do Algarve constituía parte importante do mercado laboral necessário à Carreira das Índias o que é evidenciado por medidas legislativas excecionais. O Algarve tinha, na verdade, uma relação especial com a Andaluzia, fruto da continuidade geográfica e das cumplicidades fronteiriças. Tavira e Portimão eram os portos mais importantes e aqueles cujas comunidades mantiveram uma relação mais estreita com Sevilha e com a América, por via da emigração, da navegação e do comércio. O argumento No somos portugueses, sino del Algarve é recorrente, não só nos processos de restituição dos bens dos algarvios defuntos, mas também nos processos fiscais e judiciais movidos pela Casa da Contratação das Índias contra os mareantes ou mercadores do Algarve envolvidos, ilicitamente, no comércio indiano.
The Portuguese sailors, considered foreigners despite the Iberian Union, occupying the second place on the Career of the Indies fleet, just after the Spanish. About 70% of the Portuguese sailors came from the Algarve. It follows that the recruitment of sailors on the Algarve constituted an important part of the labour market necessary for the Career of the Indies which is evidenced by exceptional legislative measures. Actually, the Algarve had a special relationship with Andalusia, due to the geographical proximity and border complicity. Tavira and Portimão were the most important ports and those whose communities have maintained a close relationship with Seville and with America, through emigration, shipping and trade. The argument “We are not Portuguese, but from Algarve” is recurring, not only in the process of restitution of property of deceased persons, but also in the fiscal and judicial proceedings against the seafarers or Algarve merchants involved, unlawfully, in the Indian trade.

Descrição

Capítulo de livro

Palavras-chave

Algarve Emigração portuguesa na Hispano-América Emigração Mareantes Autos de bens de defuntos Hispano-América União Ibérica

Contexto Educativo

Citação

“No somos portugueses sino del Algarve”. In Fernando Quiles et al (Coord). La Sevilla lusa: La presencia portuguesa en el Reino de Sevilla durante el Barroco. Col. Universo Barroco Iberoamericano, 4º volume. E.R.A. Arte, Creación y Patrimonio Iberoamericanos en Redes/ Universidad Pablo de Olavide /CIDEUS /Universidad de Évora, 2018, 194-217 pp. ISBN 978-84-09- 07016-9.

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E.R.A. Arte, Creación y Patrimonio Iberoamericanos en Redes/ Universidad Pablo de Olavide /CIDEUS /Universidad de Évora

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