Orientador(es)
Resumo(s)
Este capítulo pretende apresentar e discutir o papel da Câmara Corporativa
no processo de definição das políticas públicas do Estado Novo
em Portugal, tendo em atenção os interesses que representava e as competências
que lhe eram atribuídas.1 Ainda que tenha constituído um
órgão lateral na arquitetura do regime, a Câmara elaborou análises críticas
que influenciaram a conceção das linhas mestras da governação e as políticas
a adotar nas principais áreas de ação do Estado. Os pareceres técnicos
e políticos emitidos pela Câmara Corporativa permitiram sustentar
opções formuladas nos gabinetes ministeriais, avaliar consequências de
certas medidas e propor correções, pontuais ou de fundo. Recorrendo a
especialistas e a representantes dos interesses económicos, esta instituição
forneceu aos processos de decisão uma componente técnica de elevado
grau de especialização.
Descrição
Palavras-chave
Corporativismo Câmara Corporativa
Contexto Educativo
Citação
Cardoso, J. L. & Ferreira , N. E. (2016). A Câmara Corporativa e o Estado Novo em Portugal (1935-1974): competências, interesses e políticas públicas. A.C. Pinto & F. P. Martinho (Eds.), A vaga corporativa: corporativismo e ditaduras na Europa e na América Latina. (pp. 101-127). Lisboa: ICS. Imprensa de Ciências Sociais
