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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
The deep back (or epaxial) muscles of amniotes derive from the transient myotomes, segmented embryonic muscles that develop from the delamination and differentiation of muscle stem cells (MuSCs) from the overlying dermomyotome. During embryonic development, myogenesis is ensured by the activation of key transcription factors: Myf5, Mrf4, MyoD and Myogenin.
The main goal of this thesis was to investigate the role of the myotome in epaxial muscle development. In Chapter 2, a technique of culturing mouse embryo explants was developed, which allowed us to study the in vivo ex utero development of the epaxial myotome and its extracellular matrix (ECM). In Chapter 3, we analysed to what extent the myotome is necessary for later epaxial muscle development using the Myf5nlacZ/nlacZ mouse line, in which the absence of Myf5 and Mrf4 results in the lack of an early myotome. We show that one specific epaxial muscle group (the transversospinalis) is able to differentiate through MyoD, while the other three epaxial muscle groups fail to form. Moreover, we show that due to the lack of myotomal factors, the maintenance of the identity of delaminating dermomyotomal MuSCs fails. In Chapter 4, we described the organisation of laminins, fibronectin and tenascin-C ECMs during myotome development showing that each one of these ECMs potentially has a specific spatial relationship with MuSCs. Finally, Chapter 5 focuses on the role of the myotome in the organisation of these same ECMs and its role in tendon development, using Myf5nlacZ/nlacZ mouse embryos. We show that the myotome is necessary to assemble its own matrices, but these are not required for the development of the transversospinalis muscles.
The results of this thesis suggest that the transversospinalis muscles have a distinct developmental mechanism from that of the remaining epaxial muscles and we propose that they are evolutionary more recent.
Os músculos profundos das costas (ou epaxiais) dos amniotas derivam dos miótomos transientes, músculos embrionários segmentados que se desenvolvem a partir da delaminação e diferenciação das células estaminais musculares (CEMs) do dermomiótomo sobreposto. Durante o desenvolvimento embrionário, a miogénese é assegurada pela ativação de fatores de transcrição-chave miogénicos: Myf5, Mrf4, MyoD e Miogenina. Esta tese tem como principal objetivo perceber o papel do miótomo no desenvolvimento dos músculos epaxiais. No capítulo 2, descrevemos uma técnica de cultura de explantes de embrião de ratinho que nos permitiu estudar o desenvolvimento in vivo ex utero do miótomo epaxial e da sua matriz extracelular (MEC). No capítulo 3, analisamos até que ponto o miótomo é necessário para o desenvolvimento muscular epaxial que ocorre em fases mais tardias, recorrendo ao uso de embriões de ratinho Myf5nlacZ/nlacZ, cuja incapacidade de expressar Myf5 e Mrf4, leva a que não formem o miótomo embrionário. Aqui, demonstramos que um grupo muscular epaxial específico, nomeadamente o músculo transversospinalis é capaz de se diferenciar através da ativação de MyoD, ao passo que os restantes grupos musculares epaxiais não se formam. Mais ainda, demonstramos que a manutenção da identidade das CEMs do dermomiótomo que delaminam deste é comprometida devido à ausência de fatores parácrinos do miótomo. No capítulo 4, descrevemos a organização das matrizes de laminina, fibronectina e tenascina-C durante o desenvolvimento do miótomo, evidenciando que cada uma destas MECs tem uma potencial relação espacial com as CEMs. Por fim, o capítulo 5 atenta para a contribuição do miótomo na organização destas mesmas MECs e para desenvolvimento dos tendões recorrendo novamente aos embriões de ratinho Myf5nlacZ/nlacZ. Aqui, evidenciamos que o miótomo é apenas necessário para a montagem das suas próprias MECs, não sendo requerido para o desenvolvimento do músculo transversospinalis. Os resultados desta tese sugerem que o músculo transversospinalis tenha um mecanismo de desenvolvimento distinto dos restantes músculos epaxiais, e como tal, propomos que este músculo em particular seja evolutivamente mais recente.
Os músculos profundos das costas (ou epaxiais) dos amniotas derivam dos miótomos transientes, músculos embrionários segmentados que se desenvolvem a partir da delaminação e diferenciação das células estaminais musculares (CEMs) do dermomiótomo sobreposto. Durante o desenvolvimento embrionário, a miogénese é assegurada pela ativação de fatores de transcrição-chave miogénicos: Myf5, Mrf4, MyoD e Miogenina. Esta tese tem como principal objetivo perceber o papel do miótomo no desenvolvimento dos músculos epaxiais. No capítulo 2, descrevemos uma técnica de cultura de explantes de embrião de ratinho que nos permitiu estudar o desenvolvimento in vivo ex utero do miótomo epaxial e da sua matriz extracelular (MEC). No capítulo 3, analisamos até que ponto o miótomo é necessário para o desenvolvimento muscular epaxial que ocorre em fases mais tardias, recorrendo ao uso de embriões de ratinho Myf5nlacZ/nlacZ, cuja incapacidade de expressar Myf5 e Mrf4, leva a que não formem o miótomo embrionário. Aqui, demonstramos que um grupo muscular epaxial específico, nomeadamente o músculo transversospinalis é capaz de se diferenciar através da ativação de MyoD, ao passo que os restantes grupos musculares epaxiais não se formam. Mais ainda, demonstramos que a manutenção da identidade das CEMs do dermomiótomo que delaminam deste é comprometida devido à ausência de fatores parácrinos do miótomo. No capítulo 4, descrevemos a organização das matrizes de laminina, fibronectina e tenascina-C durante o desenvolvimento do miótomo, evidenciando que cada uma destas MECs tem uma potencial relação espacial com as CEMs. Por fim, o capítulo 5 atenta para a contribuição do miótomo na organização destas mesmas MECs e para desenvolvimento dos tendões recorrendo novamente aos embriões de ratinho Myf5nlacZ/nlacZ. Aqui, evidenciamos que o miótomo é apenas necessário para a montagem das suas próprias MECs, não sendo requerido para o desenvolvimento do músculo transversospinalis. Os resultados desta tese sugerem que o músculo transversospinalis tenha um mecanismo de desenvolvimento distinto dos restantes músculos epaxiais, e como tal, propomos que este músculo em particular seja evolutivamente mais recente.
Descrição
Palavras-chave
Epaxial myogenesis Myotome Muscle stem cell Extracellular matrix Mouse embryo Miogénese epaxial Miótomo Célula estaminal muscular Matriz extracelular Embrião de ratinho
