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Os limericks de Edward Lear: a idiotice ao serviço do nonsense

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A Book of Nonsense (1946) de Edward Lear é um livro fundador por ter sido a primeira vez que um livro ostentou a palavra nonsense no título e por ser totalmente constituído por limericks e ilustrações do mesmo autor. Lear apropriou-se do limerick, uma forma da tradição oral, sofisticando-o e deixando nele marcas específicas: a preponderância do som, o tipo de ilustração, a presença de elementos inesperados, assim como a recorrência de estereótipos. As personagens, que vivem situações inverosímeis e disparatadas, são peculiares e pautam-se, muitas vezes, pela idiotice. Aliás, não é por acaso que a tradução portuguesa de A Book of Nonsense se intitula Livro dos Disparates. A criação de situações e personagens idiotas potencia o efeito de nonsense dos limericks de Lear, poesia inicialmente dirigida a um público infantil mas que, tal como as narrativas de Lewis Carroll, faz hoje parte de um cânone literário mais alargado.

Descrição

Palavras-chave

Nonsense Lear, Edward, 1812-1888. A book of nonsense

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