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Publicação

Norman Malcolm e Alvin Plantinga: duas versões analíticas do argumento do Proslogion de Santo Anselmo

dc.contributor.authorPereira, Maria Helena Reis
dc.date.accessioned2016-07-03T10:31:30Z
dc.date.available2016-07-03T10:31:30Z
dc.date.issued2009-11
dc.description.abstractO propósito deste trabalho é mostrar alguns aspectos que caracterizam a leitura que os filósofos analíticos dos anos 60/70, do século passado, fizeram do argumento do Proslogion de Santo Anselmo trazendo, deste modo, uma nova luz a esta problemática. Tiveram também o mérito de inscrever a questão da existência de Deus no âmago da filosofia analítica até aí dominada pelo ateísmo. Na Introdução salientamos as objecções analíticas mais frequentes feitas ao argumento – (i) a existência não é um predicado (ii) o conceito de Deus é incoerente (iii) a existência não é perfeição. Anscombe – uma excepção no contexto analítico – defendeu e demonstrou a tese de que o argumento não é ontológico. Malcom descobriu dois argumentos no Proslogion: um no Capítulo II que considerou inválido, outro no capítulo III que considerou válido e interpretou como modal. Plantinga foi um dos primeiros críticos desta prova modal porque o autor confundia entre necessidade de dicto e necessidade de re. Plantinga pensou que os dois argumentos se implicavam e\ou complementavam e desenvolveu uma teoria do realismo modal através da qual explica a natureza e a necessidade divinas em termos de mundos possíveis. Baseado neste conceito reelaborou uma nova prova modal que considerou “victoriosa” mas que veio mais tarde a ser refutada por Mackie, Tooley e David (entre outros) e acusada de circularidade. Plantinga não aceitou que a sua prova fosse reconhecida como falaciosa e Oppy também não aceitou a mesma reclamação expressa por Fergie. Contudo, Plantinga refez a sua prova e condensou-a numa única premissa: “a máxima grandeza é possivelmente instanciada”. Mais do que uma prova da existência de Deus trata-se de uma defesa da aceitação do teísmo, uma justificação da racionalidade da fé. E a possibilidade de existência de um ser metafisicamente necessário impõe-nos uma reflexão profunda donde se podem extrair todas as potencialidades cognoscitivas do labor do filósofo.pt_PT
dc.identifier.citationPereira, Maria Helena Reis, "Norman Malcolm e Alvin Plantinga: duas versões analíticas do argumento do Proslogion de Santo Anselmo", Philosophica 34 (Novembro 2009): 333-355.pt_PT
dc.identifier.issn0872-4784
dc.identifier.urihttp://hdl.handle.net/10451/24203
dc.language.isoporpt_PT
dc.peerreviewedyespt_PT
dc.publisherEdições Colibri / Departamento de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboapt_PT
dc.relation.publisherversionhttp://revistaphilosophica.weebly.com/2009.htmlpt_PT
dc.rights.urihttp://creativecommons.org/licenses/by-nc/4.0/pt_PT
dc.subjectFilosofiapt_PT
dc.subjectAnselmo, Santo, 1033?-1109pt_PT
dc.subjectProslogionpt_PT
dc.subjectMalcolm, Norman, 1911-1990pt_PT
dc.subjectPlantinga, Alvin, 1932-pt_PT
dc.titleNorman Malcolm e Alvin Plantinga: duas versões analíticas do argumento do Proslogion de Santo Anselmopt_PT
dc.typejournal article
dspace.entity.typePublication
oaire.citation.conferencePlaceLisboapt_PT
oaire.citation.endPage355pt_PT
oaire.citation.startPage333pt_PT
oaire.citation.titlePhilosophica - ANSELMO SOLA RATIONE. 900 ANOS DEPOIS.pt_PT
oaire.citation.volume34pt_PT
rcaap.rightsopenAccesspt_PT
rcaap.typearticlept_PT

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