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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Quando no dia 19 de Julho de 1987 se realizaram as primeiras eleições
para o Parlamento Europeu em território nacional, nada poderia
prever que depois de quase trinta anos o sentimento português em
relação à União Europeia (UE) seria tão distinto do de então.
Alvo de intervenção externa desde 2011, Portugal encontra-se,
ainda, a lutar contra os efeitos que a crise do subprime gerou, resultado
da crise das dívidas soberanas europeias. A percentagem na taxa
de desemprego atual prova bem a devastação económica que o país
teve que lidar nos últimos anos. Curiosamente, e apesar de parecer
intuitivamente contraditório, a participação nas urnas, em especial nas
eleições para o Parlamento Europeu de 2014, não registraram valores
de turnout tão baixos como expectável. Portugal é quase sempre apresentado,
em estudos comparativos, como tendo uma baixa participação
política. Todavia, neste momento de crise e de desencantamento com
a UE tal não se manifesta pelo aumento da abstenção. Porque é que
isto acontece?
Esta dúvida leva-nos a alguns pontos recentemente desenvolvidos
a partir da literatura sobre turnout. Estes aspectos indicam o caminho
no sentido dos efeitos provenientes da relação entre variáveis até agora
não debatidas. Nessa linha de pensamento questionamos como é que o
desemprego afeta o turnout? Mais especiicamente, como é que isto ocorre ao
nível regional? E nessa senda, como é que o efeito decorrente da relação entre
desemprego e turnout é condicionado pela intervenção da troika nos assuntos do
Estado português?
Descrição
Palavras-chave
Contexto Educativo
Citação
Calca, P. Koehler, S. (2014). Este é um Caminho ou um Atalho? desemprego e turnout no comportamento eleitoral dos portugueses no sentido da Europa (1987-2014). In Rolo, M. F, Brito, J. M. B. de, Cunha, A. (Eds.), As eleições para o Parlamento Europeu em Portugal, pp. 47-67. Coimbra: Almedina
