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Proteger a Liberdade, defender a Revolução: a poesia de intervenção de Almeida Garrett

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As primeiras composições líricas de Almeida Garrett assumem um carácter político, fruto do contexto histórico em que foram produzidas. Reunidas posteriormente em Lírica de João Mínimo (1829), mas com traços evidentes em muitos lugares da sua obra (nos discursos políticos de peças como Catão, por exemplo), elas comprovam o empenho continuado na defesa da liberdade resultante da Revolução Liberal, em 1820. Com efeito, a formação de Almeida Garrett e a análise atenta da sua obra revelam como a retórica e os efeitos do discurso sustentam a expressão poética dessas composições, nas quais são convocados exemplos históricos (em especial provenientes da República Romana), verdadeiros testemunhos de que o autor aprendeu a lição da retórica clássica. Por conseguinte, este ensaio estuda os processos retóricos na poesia de Almeida Garrett contemporânea da Revolução Liberal: defensor da liberdade política, cultural e artística, revelar-se-á como a sua poética se associa à arte retórica para proteger um nobre ideal de liberdade.

Descrição

Palavras-chave

Poesia portuguesa do século XIX Garrett, Almeida Lírica de João Mínimo Liberalismo português

Contexto Educativo

Citação

R. Nobre (2021). «Proteger a Liberdade, defender a Revolução: a poesia de intervenção de Almeida Gar-rett». In Retórica e Poética, coord. Belmiro Fernandes Pereira e Marta Isabel de Oliveira Vár-zeas. Coimbra: Imprensa da Universidade de Coimbra, pp. 161-178.

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