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Orientador(es)
Resumo(s)
Sem intervenção humana, a propagação de incêndios nos espaços florestais pode representar custos avultados para a sociedade. Nos contextos de pequena propriedade, o carácter de bem público, associado à redução do perigo de incêndio provém da gestão de combustíveis efectuada pelos proprietários, a uma escala (paisagem) que é superior à sua propriedade (parcela). Essa escala requer um esforço adicional de coordenação, com custos (eventualmente) acrescidos para os mesmos. As soluções de coordenação que pretendem incrementar a provisão deste bem público delineando planos de gestão florestal à escala da paisagem não têm sido bem-sucedidas nas áreas onde a susceptibilidade é maior.
Pretende-se aqui explorar a introdução de um sistema de incentivos económicos à acção colectiva promovido pelas políticas públicas, com base em contratos com os proprietários florestais, em função da adopção voluntária de compromissos de gestão de combustíveis, por parte dos mesmos. Para esse fim, são usados modelos matemáticos de regressão e técnicas de análise estatística a partir de dados de inquéritos realizados a peritos em ecossistemas florestais e a proprietários florestais, na zona Centro em Portugal. Tendo em conta as suas perspectivas procede-se a uma análise de custo-benefício social, que recorre a um método de valoração contingente, com base em experiências de escolha para determinar a disposição a aceitar esses contratos, técnica nunca testada com proprietários florestais no âmbito da redução do perigo de incêndio
Verifica-se que os incentivos económicos à acção colectiva, são apoiados por peritos em ecossistemas florestais e vão de encontro aos interesses e predisposição de um número expressivo de proprietários, quer à coordenação quer à adesão a contratos com compromissos de gestão de combustíveis. Verificou-se ainda que face aos custos económicos que representam a recuperação da situação inicial antes de incêndios de elevada severidade, a gestão de combustíveis resultante da adesão voluntária prevista neste estudo, pode ser elevada a níveis mais eficazes, e mesmo assim, economicamente eficientes, pois ainda não se atingiu o ponto óptimo. O investimento público, justifica-se pelo carácter adicional que a provisão deste bem implica, quer para os proprietários quer para a sociedade
Descrição
Programa Doutoral em Alterações Climáticas e Políticas de Desenvolvimento Sustentável / Universidade de Lisboa / Universidade Nova de Lisboa
Palavras-chave
acção colectiva gestão de combustíveis bens públicos ambientais valoração contingente incentivos económicos
Contexto Educativo
Citação
Pinheiro, A.L.C.M. - Acção colectiva e incentivos económicos para promover a gestão de combustiveis à escala da paisagem. Lisboa: ISA, 2021, 157 p.
