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Orientador(es)
Resumo(s)
Hegel conceptualized the capitalist economy as a system of needs, with
commodities and money serving as means to human ends. While anticipating
Marx’s criticisms of certain tendencies in capitalism, Hegel insisted that
higher‑order institutions, especially those of the modern state, could put them out
of play and establish a reconciliation of universality, particularity, and individuality
warranting rational affirmation. Hegel, however, failed to comprehend the
emergence of capital as a dominant subject, subordinating human ends under
its end (“valorization”). The structural coercion, domination, and exploitation
inherent in the capital/wage labor relationship illustrate that point, as does the
depoliticization of inherently political matters in capitalist market societies. The
reconciliation of universality, particularity, and individuality Hegel endorsed
requires a form of socialism incorporating deliberative democracy in local
workplaces and communities, conjoined with representative bodies on regional,
national, and ultimately global levels.
Hegel concebeu a economia capitalista como um sistema de necessidades, onde as mercadorias e o dinheiro servem de meio para a obtenção de fins humanos. Antecipando as críticas de Marx a algumas tendências do capitalismo, Hegel insistiu no facto de um conjunto instituições de ordem superior – especialmente as instituições do Estado moderno – poder contrariar essas tendências e levar a uma reconciliação racional entre o universal, o particular e o individual. Contudo, Hegel não compreendeu a emergência do capital como sujeito dominante, que subordina os fins humanos ao seu próprio fim (“valorização”). A coerção estrutural, a dominação e a exploração inerentes à relação capital/trabalho assalariado ilustram este ponto, bem como a despolitização, nas sociedades de mercado capitalistas, de elementos intrinsecamente políticos. A reconciliação entre o universal, o particular e o individual defendida por Hegel requer uma forma de socialismo que incorpore a democracia deliberativa nos locais de trabalho e nas comunidades locais, em articulação com corpos representativos de alcance regional, nacional e, em última instância, global.
Hegel concebeu a economia capitalista como um sistema de necessidades, onde as mercadorias e o dinheiro servem de meio para a obtenção de fins humanos. Antecipando as críticas de Marx a algumas tendências do capitalismo, Hegel insistiu no facto de um conjunto instituições de ordem superior – especialmente as instituições do Estado moderno – poder contrariar essas tendências e levar a uma reconciliação racional entre o universal, o particular e o individual. Contudo, Hegel não compreendeu a emergência do capital como sujeito dominante, que subordina os fins humanos ao seu próprio fim (“valorização”). A coerção estrutural, a dominação e a exploração inerentes à relação capital/trabalho assalariado ilustram este ponto, bem como a despolitização, nas sociedades de mercado capitalistas, de elementos intrinsecamente políticos. A reconciliação entre o universal, o particular e o individual defendida por Hegel requer uma forma de socialismo que incorpore a democracia deliberativa nos locais de trabalho e nas comunidades locais, em articulação com corpos representativos de alcance regional, nacional e, em última instância, global.
Descrição
Palavras-chave
Value Capital Valorization State Socialism
Contexto Educativo
Citação
Editora
Centro de Filosofia da Universidade de Lisboa / Departamento de Filosofia da UL
