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Orientador(es)
Resumo(s)
Nas linhas que se seguem, procurar-se-ão transmitir de forma sumária os
vectores essenciais que enquadram o trabalho que agora se apresenta, quer
do ponto de vista de delimitação temática, quer da definição das suas
fronteiras cronológicas. Em simultâneo, serão desenvolvidas, de forma que
se pretende concisa, algumas considerações sobre o estado dos nossos
conhecimentos do tema que vamos abordar, os materiais existentes para os
aprofundar, os princípios metodológicos adoptados na sua exploração e
respectiva articulação na presente investigação, bem como uma explicação
prévia sobre a estrutura formal a que obedece o texto. Assim, se pretendem
fornecer os pressupostos fundamentais que serviram de enquadramento
teórico ao nosso trabalho e que explicam muitas das soluções práticas
utilizadas, assim como das lacunas que se lhe poderão certamente apontar. (...)
O tema que serve de base a esta investigação e que unifica os seus
conteúdos é o da representação da criança pobre na imprensa periódica
setubalense, entre os anos de 1870 e 1935. Pretendemos suscitar uma
problemática alicerçada na determinação das percepções dos grupos sociais
produtores do discurso, neste caso dos responsáveis e colaboradores dos
periódicos, relativamente à realidade social da pobreza Infantil e como esse
conhecimento se exprime na forma de pensar essa realidade e de lhe agir.
Neste sentido, interessa-nos sobretudo abordar os aspectos da
representação social comuns a um grupo, a uma colectividade ou a uma
sociedade. Os indivíduos que dela fazem parte compartilham da mesma
forma de perceber e de representar um mesmo objecto - no caso, a
criança—, de lhe atribuir características e até mesmo de categorizá-lo em
classe - a infância.Daqui avulta uma acepção de representação social concebida como forma de conhecimento, socialmente elaborado e partilhado, com um objectivo
prático, que contribui para a construção de uma realidade comum a um
conjunto social (Jodelet 2001).
Quando as representações sociais são colectivamente produzidas,
constituem, segundo Vala (1997b;357). "um produto das interacções e dos
fenómenos de comunicação no interior de um grupo social, reflectindo a
situação desse grupo, os seus projectos, problemas e estratégias". Ora, uma
das formas de se descodificar as representações é por meio das imagens,
textos e discursos. No entanto, essas expressões podem exprimir apenas as
representações do grupo particular que as emite. É também, por meio das
práticas relativas à categoria aqui designada, a Infância e às atitudes face a
ela, que uma parte das representações sociais deve ser observada, práticas
e representações engendrando-se reciprocamente (Chombart de Lauwe
2001). (...)
Descrição
Tese de Mestrado em Ciências da Educação (Área de especialização em História da Educação) apresentada à Universidade de Lisboa através da Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação, 2005
Palavras-chave
Teses de mestrado - 2005 História da infância Crianças pobres Assistência infantil Imprensa periódica - Portugal - séc.19-20
