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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Perante um mundo que se debate com surpreendentes transformações, a escola,
palco onde em diversos cenários se vêem representadas as profundas crises sociais,
políticas, económicas, familiares e pessoais do nosso tempo, tem hoje, mais do que nunca, a
responsabilidade de educar os jovens, ajudando-os a descobrir um sentido para a sua vida
enquanto seres individuais e enquanto seres sociais; enquanto cidadãos do seu país e
enquanto cidadãos do mundo. Posto em causa o valor da transmissão cultural como forma
de assegurar a estabilidade social, postos em causa os próprios saberes da ciência, da
filosofia e da moral, é também posto em causa o sentido da escola, o seu papel formativo, a
eticidade dos meios que utiliza, enfim, o seu valor intrínseco como espaço educativo. Sem
propostas verdadeiramente inovadoras, parecendo incapaz de se constituir como alternativa
diferente face à explosão de informação que os meios tecnológicos e científicos
proporcionam, a escola é questionada enquanto instituição social com funções educativas;
procura-se redefinir fins e meios, re-equacionar o seu verdadeiro lugar no mundo
contemporâneo.
Porque não pode constituir-se como um mal necessário de um sistema de
transmissão cultural agónico nem assumir-se como um espaço de comunicação fechado ao
exterior, a escola terá que pensar-se como entidade mediática de um tipo de relacionamento
completamente diferente daquele a que está habituada na sequência da tradição educativa greco-latina ocidental. Uma educação confinada à mera aquisição de conhecimentos limita e
incompleta a mente humana; conduz a um viver despersonalizador, que põe em perigo a
liberdade a que todo o indivíduo tem direito e transforma a escola num lugar de
aprendizagens mecânicas, em vez de ser o espaço onde se deve privilegiar a educação na
sua dimensão axiológica e ética. Educar, é "alimentar'' o ser humano a nivel de todas as
suas dimensões essenciais — físicas, emocionais, intelectuais, morais, espirituais, de modo a
permitir um crescimento harmonioso e integrado de todos estes aspectos. A orientação que
a escola tradicional tem veiculado tem sido a de uma instrução fundada no saber, um
problematizar o que pensar e não como pensar, de forma crítica, lúcida e livre. O
desabrochar implica liberdade; tal como a planta, também a pessoa carece de liberdade para
crescer. Só quando o pensamento, o coração e o corpo estão numa completa harmonia, o
desabrochar acontece naturalmente, de maneira fácil, em plenitude. É este o trabalho do
professor/educador; é esta a sua grande responsabilidade: a posição de educar assumirá,
então, toda a sua grandeza. Há que redescobrir o sentido de educar que é atribuído à escola
— essa educação é aquela que dispõe o ser humano para crescer, integralmente, como
pessoa. A via para esta educação, constrói-se através de um relacionamento ético e moral
entre todos os Intervenientes da comunidade escolar, com especial incidência a nivel da
relação pedagógica entre professores e alunos. (...)
Descrição
Tese de Mestrado em Educação, apresentada à Universidade de Lisboa através da Faculdade de Ciências, 1996
Palavras-chave
Teses de mestrado - 1996 Interacção pedagógica Nível de conhecimentos Análise hermenêutica Professores Moral
