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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
The aim of this thesis was to identify the impact that newer imaging modalities namely Power Doppler ultrasound (P-DUS) and Dynamic Magnetic Resonance Imaging (D-MRI) have on the identification of individuals with early undifferentiated arthritis who eventually evolve to rheumatoid arthritis (RA). In the Part I of our thesis we used a D-MRI protocol directed to both wrists and hands that included a volumetric interpolated breath-hold (VIBE) sequence with nearly isotropic resolution. We found that relative enhancement (RE), rate of early enhancement (REE), and Rheumatoid Arthritis Magnetic Resonance Imaging Scoring System (RAMRIS) score for synovitis were significantly correlated with the disease activity score with 28 joint count (DAS28), suggesting that these parameters, even in early disease, can reflect the actual state of joint inflammation and disease activity. In the part II of our thesis tenosynovitis of the extensor carpi ulnaris and of the flexor tendons of the second finger, in addition to radiocarpal joint synovitis, were recognised as significantly associated with progression to RA in patients with arthritis for less than 3 month’s duration. Joint asymmetry rates of three quarters in very early RA (VERA) patients and two thirds in early RA (ERA) patients were detected, providing a morphological confirmation that early RA may be an asymmetrical disease and highlighting the relevance of a bilateral imaging protocol. In the part III of our study we compared P-DUS and MRI findings of synovial inflammation using a bilateral hand and wrist evaluation. We identified a significant higher prevalence of synovitis by MRI. We also demonstrated a significant better diagnostic performance of 3-T MRI in comparison to US for RA diagnosis. If we took into consideration the group of patients with US joint and tendon count ≤ 10, the American College of Rheumatology / European League Against Rheumatism (ACR/EULAR) criteria diagnostic performance was significantly improved by correcting clinical joint counts with MRI joint and tendon counts. Our findings suggest that there is a specific subset of patients that can benefit from MRI joint and tendon counts. Our results allow us to state that bilateral US and MRI evaluation of the hands and wrists in early arthritis can contribute for the early identification of RA patients. Identifying individuals at high risk of developing RA as soon and as precisely as possible is known as critical for the initiation of appropriate anti-rheumatic therapy.
O objectivo desta tese foi identificar o impacto que novas técnicas de imagiologia, como a Ecografia Doppler (ECO-D) e a Ressonância Magnética Dinâmica (RM-D) podem ter na identificação de indivíduos que desenvolvem artrite reumatóide (AR), entre os que se apresentam com artrite indiferenciada precoce. Na parte I desta tese utilizámos um protocolo de RM-D que incluiu uma sequência volumétrica interpolada (VIBE), com resolução quase isotrópica. Identificámos que a captação tardia, o índice de captação tardia e o score RAMRIS para sinovite encontram-se significativamente correlacionados com o score DAS28, sugerindo que estes parâmetros, mesmo em fase precoce da doença, podem refletir o grau atual de inflamação e de atividade da doença. Na parte II desta tese a tenossinovite do extensor ulnar do carpo, dos tendões flexores do segundo dedo e da articulação radio-cárpica, foram reconhecidos como estando significativamente associados à progressão para AR em doentes com artrite de menos de 3 meses de duração. No nosso estudo bilateral foi detectada uma prevalência de assimetria de 80% nos doentes muito precoces e de 69.3% nos doentes precoces, fornecendo uma confirmação morfológica de que a AR pode ser uma doença assimétrica na fase inicial e salientando a importância de um protocolo de aquisição bilateral. Na parte III do nosso estudo comparámos os achados de inflamação sinovial em ECO-D e RM utilizando uma avaliação bilateral das mãos e punhos. Identificámos uma prevalência significativamente superior de sinovite por RM. Igualmente demonstrámos uma performance diagnóstica significativamente superior da RM em 3-T quando comparada com a Eco para o diagnóstico de AR. Se tomarmos em consideração o grupo de doentes com contagem articular e tendinosa em ecografia ≤ 10, verificamos que a performance dos critérios ACR/EULAR fica significativamente melhorada, se substituída a contagem clínica pela contagem em RM. Os nossos achados sugerem assim que existe um subgrupo específico de doentes que pode beneficiar da contagem articular e tendinosa por RM. Os nossos resultados permitem afirmar que a avaliação bilateral das mãos e punhos por Eco e RM na artrite inicial podem contribuir para a identificação precoce de doentes com AR. A identificação de indivíduos em risco de desenvolver AR tão precocemente quanto possível é reconhecidamente um factor crítico para início de terapêutica anti-reumática apropriada.
O objectivo desta tese foi identificar o impacto que novas técnicas de imagiologia, como a Ecografia Doppler (ECO-D) e a Ressonância Magnética Dinâmica (RM-D) podem ter na identificação de indivíduos que desenvolvem artrite reumatóide (AR), entre os que se apresentam com artrite indiferenciada precoce. Na parte I desta tese utilizámos um protocolo de RM-D que incluiu uma sequência volumétrica interpolada (VIBE), com resolução quase isotrópica. Identificámos que a captação tardia, o índice de captação tardia e o score RAMRIS para sinovite encontram-se significativamente correlacionados com o score DAS28, sugerindo que estes parâmetros, mesmo em fase precoce da doença, podem refletir o grau atual de inflamação e de atividade da doença. Na parte II desta tese a tenossinovite do extensor ulnar do carpo, dos tendões flexores do segundo dedo e da articulação radio-cárpica, foram reconhecidos como estando significativamente associados à progressão para AR em doentes com artrite de menos de 3 meses de duração. No nosso estudo bilateral foi detectada uma prevalência de assimetria de 80% nos doentes muito precoces e de 69.3% nos doentes precoces, fornecendo uma confirmação morfológica de que a AR pode ser uma doença assimétrica na fase inicial e salientando a importância de um protocolo de aquisição bilateral. Na parte III do nosso estudo comparámos os achados de inflamação sinovial em ECO-D e RM utilizando uma avaliação bilateral das mãos e punhos. Identificámos uma prevalência significativamente superior de sinovite por RM. Igualmente demonstrámos uma performance diagnóstica significativamente superior da RM em 3-T quando comparada com a Eco para o diagnóstico de AR. Se tomarmos em consideração o grupo de doentes com contagem articular e tendinosa em ecografia ≤ 10, verificamos que a performance dos critérios ACR/EULAR fica significativamente melhorada, se substituída a contagem clínica pela contagem em RM. Os nossos achados sugerem assim que existe um subgrupo específico de doentes que pode beneficiar da contagem articular e tendinosa por RM. Os nossos resultados permitem afirmar que a avaliação bilateral das mãos e punhos por Eco e RM na artrite inicial podem contribuir para a identificação precoce de doentes com AR. A identificação de indivíduos em risco de desenvolver AR tão precocemente quanto possível é reconhecidamente um factor crítico para início de terapêutica anti-reumática apropriada.
Descrição
Tese de doutoramento, Medicina (Imagiologia), Universidade de Lisboa, Faculdade de Medicina, 2012
Palavras-chave
Bolsa sinovial Ultra-sonografia Doppler Mãos Punho Artrite reumatóide Teses de doutoramento - 2012
