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Abstract(s)
Analisa-se, neste ensaio, o drama musical de Richard Wagner, Der Fliegende Holländer, atentando às questões musicais e filosóficas, mais que ao estrito campo do libretto, obra que, apesar de quarto drama do autor, apresenta temáticas que sempre o acompanharão: a impossível redenção pelo amor, concretamente (ou dolorosamente) a única forma de redenção. De facto, no Holländer já o amor tendia para a errância, para o movimento incessante como fruto de uma maldição: a maldição do amor ou a maldição do passado (como no Manfred de Byron, onde o passado é lugar que não se deve visitar). O comandante Daland pretende dar a mão da sua filha, Senta, a um bom homem. Que ele julga ver no Holandês, o errante, condenado a uma errância eterna por blasfemar contra Deus. Ora, a maldição do Holandês terminaria se ele encontrasse uma mulher amada e fiel. E também o Holandês julga tal ver em Senta. Um dia, numa disputa entre Senta (de facto fiel ao Holandês) e o seu anterior noivo, o Holandês vê os seus desejos defraudados, pois Senta não é a mulher fiel (mas, de facto, era, ou seria). E lança-se de novo ao mar com o seu navio. Senta, encontrado um desfiladeiro, lança-se à morte.
Description
Keywords
Errância Amor Condenação Redenção Navio
Pedagogical Context
Citation
In: Convocarte, nº14 (set. 2023): Arte e mobilidade, p. 149-160
Publisher
Centro de Investigação e Estudos em Belas-Artes, Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa
