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A Oeste Tudo de Novo: novos dados e outros modelos interpretativos para a orientalização do território português.

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Nas últimas duas décadas, muitas têm sido as descobertas efectuadas no território actualmente português no que diz respeito à Idade do Ferro de matriz oriental. De facto, quer no Algarve, quer no Alentejo, e ainda no vale do Tejo, os dados novos abundam, e a presença de comunidades exógenas no extremo ocidente surge materializada em espólios e arquitecturas em muitos sítios, alguns já conhecidos outros inéditos. A realidade pode e deve ser abordada de acordo com modelos teóricos que a expliquem devidamente, parecendo que o chamado da difusão démica será o que melhor se aplica aos dados disponíveis. Ainda assim, o papel mais ou menos activo das comunidades indígenas, que pode ser inferido através do destino da maior parte dos seus lugares de habitat nos anos imediatamente após a chegada ao litoral dos grupos exógenos, tem que ser ponderado, mesmo que as abordagens propostas pelo pós-colonialismo possam ser questionadas.
In the last two decades, new data in the Portuguese territory regarding the Iron Age are available. Both in the Algarve and Alentejo, and also in the Tagus valley, new information flourished, and the presence of exogenous communities in far west comes to light in archaeological materials and architectures in many places, some known others unpublished. The reality can and should be read in accordance with theoretical models, like the call of demic diffusion, which seems to be the one that best explain to the data available. Still, the more or less active role of indigenous communities, which can be inferred from the fate of their habitat after the arrival to the coast of exogenous groups, have to be considered, even if the approaches proposed by post colonialism can be questioned.

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Contexto Educativo

Citação

Arruda, A M. (2014) - A Oeste Tudo de Novo: novos dados e outros modelos interpretativos para a orientalização do território português. In: Arruda, A. M. (ed.), Fenícios e Púnicos, por Terra e Mar 2. Actas do VI Congresso Internacional de Estudos Fenícios e Púnicos. Lisboa: UNIARQ. p. 512-535.

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