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The inclusion of the Portuguese territory in the itinerary of Spanish theatre companies, at least from the late sixteenth century onwards, contributed towards shaping a truly Iberian theatrical landscape during the seventeenth century. The influence of the Spanish language and theatrical models on Portuguese playwrights, the creation of a playhouse in Lisbon that followed almost exactly the Spanish reference of the corral de comedias and the constant presence of Spanish actors in Portugal during this period support that idea of a common cultural history shared by Portugal and Spain. Most of what is known about this chapter of Iberian theatre history, particularly when it comes to the presence of Spanish theatre companies on the Portuguese stage, conveys the idea of an unquestioned and uncriticized acceptance of this phenomenon in Portugal. However, if such might be the case in Lisbon, a recently found corpus of documentation concerning the theatrical activity in Oporto at the end of the seventeenth century shows a completely different attitude towards Spanish theatre companies. The opposition of both religious and secular Oporto authorities against commercial (Spanish) theatre, which was even considered to be a plague, was particularly evident in two different episodes that took place in the final decade of the seventeenth century. The analysis of these incidents proves the existence, at least in Oporto, of a certain resistance against the dominant theatrical practices, which uncovers a new space of enquiry in Iberian theatre history and the cultural exchanges between Portugal and Spain during the Golden Age.
A inclusão do território português no itinerário das companhias de teatro espanholas, pelo menos desde finais do século XVI, contribuiu para a construção de um sistema teatral verdadeiramente ibérico ao longo de todo o século XVII. A influência da língua e dos modelos teatrais espanhóis na produção dramatúrgica de autores portugueses, a criação de um pátio de comédias em Lisboa em tudo semelhante aos corrales de comedias e a presença constante de companhias de teatro espanholas em Portugal durante este período corroboram a ideia da existência de uma história cultural comum luso-espanhola. Em grande medida, do que se conhece acerca deste capítulo da história do teatro na península Ibérica, poder-se-ia inferir que, em Portugal, a presença constante de companhias espanholas não suscitou qualquer tipo de crítica ou oposição. No entanto, se esse poderá ter sido o caso em Lisboa, o mesmo não se poderá dizer relativamente à cidade do Porto. De facto, um corpus documental recentemente exumado relativo à actividade teatral portuense de finais do século XVII demonstra uma reacção completamente diferente no tocante à actividade das companhias espanholas naquela cidade. A oposição tanto das autoridades religiosas como das seculares portuenses a esta prática teatral, então referida como a «peste das comédias», foi particularmente evidente em dois episódios que tiveram lugar no último quartel do século XVII. A análise destes incidentes demonstra que, pelo menos no Porto, houve uma resistência efectiva contra este tipo de teatro, permitindo perspectivar novos lugares de investigação na história do teatro ibérico e das relações culturais luso-espanholas durante o Siglo de Oro.
A inclusão do território português no itinerário das companhias de teatro espanholas, pelo menos desde finais do século XVI, contribuiu para a construção de um sistema teatral verdadeiramente ibérico ao longo de todo o século XVII. A influência da língua e dos modelos teatrais espanhóis na produção dramatúrgica de autores portugueses, a criação de um pátio de comédias em Lisboa em tudo semelhante aos corrales de comedias e a presença constante de companhias de teatro espanholas em Portugal durante este período corroboram a ideia da existência de uma história cultural comum luso-espanhola. Em grande medida, do que se conhece acerca deste capítulo da história do teatro na península Ibérica, poder-se-ia inferir que, em Portugal, a presença constante de companhias espanholas não suscitou qualquer tipo de crítica ou oposição. No entanto, se esse poderá ter sido o caso em Lisboa, o mesmo não se poderá dizer relativamente à cidade do Porto. De facto, um corpus documental recentemente exumado relativo à actividade teatral portuense de finais do século XVII demonstra uma reacção completamente diferente no tocante à actividade das companhias espanholas naquela cidade. A oposição tanto das autoridades religiosas como das seculares portuenses a esta prática teatral, então referida como a «peste das comédias», foi particularmente evidente em dois episódios que tiveram lugar no último quartel do século XVII. A análise destes incidentes demonstra que, pelo menos no Porto, houve uma resistência efectiva contra este tipo de teatro, permitindo perspectivar novos lugares de investigação na história do teatro ibérico e das relações culturais luso-espanholas durante o Siglo de Oro.
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Comedies Spanish theatre companies Golden Age Oporto Seventeenth century Lawfulness of theatre Comédias Companhias de teatro espanholas Siglo de Oro Porto Século XVII Licitude do teatro
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