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Orientador(es)
Resumo(s)
Introduction: Laparoscopic sleeve gastrectomy (LSG) is a bariatric surgical procedure associated with a non-negligible risk of postoperative adverse events, especially fistulas, the majority of which occur at the angle of His. This adverse event requires a multidisciplinary approach involving intensive care, surgery, interventional endoscopy, and radiology. Despite the absence of an algorithmic endoscopic approach, a primarily endoscopic management of fistulas after LSG is now standard of care in most institutions.
Case report: A 66-year-old female with grade III obesity, obstructive sleep apnea, type 2 diabetes, and hypertension underwent LSG. She developed abdominal pain, hypovolemic shock, and severe anemia (Hb 6.5 g/dL). A computed tomography (CT) scan revealed hemoperitoneum without active bleeding, managed with transfusion of packed blood cells. A week later, a new CT scan performed for leukocytosis and abdominal pain revealed pneumoperitoneum. An esophagogastroduodenoscopy revealed a 20-mm fistula orifice at the angle of His. A novel esophageal covered metallic stent was placed for a period of 5 weeks. The fistula orifice decreased to 4 mm and communicated through a fistulous tract with a residual subphrenic abscess measuring 62 × 20 mm. Pus was collected from the abscess and drained internally with a 10-Fr double pigtail plastic stent through the fistula orifice. Following an initial period of improvement, clinical deterioration required percutaneous subphrenic abscess drainage. Two weeks later, the double pigtail plastic stent was removed, the fistula orifice was ablated with argon plasma 40W/1L and closed with an over-the-scope clip of 10 mm. Patient improved and was discharged 4 months after the LSG.
Conclusion: The Luso-Cor esophageal stent is a specifically designed covered metallic stent with a 5-mm uncovered ring near the proximal edge, which reduces the risk of migration. Two articulating zones in the middle portion allow better adaptation to altered anatomy after LSG and a distal flare reduces retrograde reflux of fluid. This stent overcomes strictures in the gastric tube, concomitantly present in nearly 50% of patients with fistulas after LSG. The novel Luso-Cor esophageal stent provided a bridge to clinical stability with a significant reduction in the size of the fistula orifice which was closed with complementary therapeutic endoscopic procedures.
Introdução: A gastrectomia vertical laparoscópica (GVL) é uma cirurgia bariátrica associada a um risco não negligenciável de eventos adversos pós-operatórios, especialmente o desenvolvimento de fístulas, a maioria das quais ocorre no ângulo de His. Este evento adverso requer uma abordagem multidisciplinar envolvendo cuidados intensivos, cirurgia, endoscopia de intervenção e imagiologia de intervenção. Apesar de não existirem algoritmos de abordagens, o manejo primariamente endoscópico das fístulas após a GVL é atualmente o padrão de tratamento na maioria das instituições.Apresentação do caso: Uma mulher de 66 anos com obesidade grau III, apneia obstrutiva do sono, diabetes tipo 2 e hipertensão arterial foi submetida a GVL. Ela desenvolveu dor abdominal, choque hipovolémico e anemia grave (Hb 6.5 g/dL) no pós-operatório. Uma tomografia computorizada (TC) revelou hemoperitoneu sem hemorragia ativa, tendo-se optado por uma atitude conservadora e suporte transfusional. Uma semana mais tarde, uma nova TC realizada por leucocitose e dor abdominal revelou pneumoperitoneu. A esofagogastroduodenoscopia (EGD) demonstrou um orifício de fístula com 20 m no ângulo de His. Foi decidida a colocação de uma nova prótese metálica coberta esofágica, tendo a mesma sido removida após 5 semanas. O orifício da fístula diminuiu para 4 mm e comunicava através de um trajecto com um abcesso subfrénico residual de 62 × 20 mm. O abcesso foi drenado internamente com uma prótese plástica duplo pigtail de 10Fr através do orifício da fístula. Após um período inicial de melhoria, a deterioração clínica exigiu a drenagem percutânea do abcesso subfrénico. Cerca de 2 semanas mais tarde, a prótese plástica duplo pigtail foi removida e o orifício da fístula foi ablacionado com árgon plasma 40W/1L e encerrado com uma Over-The-Scope-Clip de 10 mm. A doente melhorou e teve alta quatro meses após a LSG.Discussão: A prótese esofágica Luso-Cor® é uma prótese metálica coberta especificamente concebida com um anel não recoberto de 5 mm junto ao bordo proximal, o que reduz o risco de migração. Duas zonas de articulação na porção média permitem uma melhor adaptação à anatomia alterada após a GVL e um rebordo distal maior diminui o refluxo de fluido peri-prótese. Esta prótese permite dilatar as estenoses no tubo gástrico, presentes concomitantemente em cerca de 50% dos doentes com fístulas após GVL. A nova prótese esofágica Luso-Cor constituiu uma ponte para a estabilidade clínica com uma redução significativa do tamanho do orifício da fístula, que foi encerrado com procedimentos endoscópicos terapêuticos complementares.
Introdução: A gastrectomia vertical laparoscópica (GVL) é uma cirurgia bariátrica associada a um risco não negligenciável de eventos adversos pós-operatórios, especialmente o desenvolvimento de fístulas, a maioria das quais ocorre no ângulo de His. Este evento adverso requer uma abordagem multidisciplinar envolvendo cuidados intensivos, cirurgia, endoscopia de intervenção e imagiologia de intervenção. Apesar de não existirem algoritmos de abordagens, o manejo primariamente endoscópico das fístulas após a GVL é atualmente o padrão de tratamento na maioria das instituições.Apresentação do caso: Uma mulher de 66 anos com obesidade grau III, apneia obstrutiva do sono, diabetes tipo 2 e hipertensão arterial foi submetida a GVL. Ela desenvolveu dor abdominal, choque hipovolémico e anemia grave (Hb 6.5 g/dL) no pós-operatório. Uma tomografia computorizada (TC) revelou hemoperitoneu sem hemorragia ativa, tendo-se optado por uma atitude conservadora e suporte transfusional. Uma semana mais tarde, uma nova TC realizada por leucocitose e dor abdominal revelou pneumoperitoneu. A esofagogastroduodenoscopia (EGD) demonstrou um orifício de fístula com 20 m no ângulo de His. Foi decidida a colocação de uma nova prótese metálica coberta esofágica, tendo a mesma sido removida após 5 semanas. O orifício da fístula diminuiu para 4 mm e comunicava através de um trajecto com um abcesso subfrénico residual de 62 × 20 mm. O abcesso foi drenado internamente com uma prótese plástica duplo pigtail de 10Fr através do orifício da fístula. Após um período inicial de melhoria, a deterioração clínica exigiu a drenagem percutânea do abcesso subfrénico. Cerca de 2 semanas mais tarde, a prótese plástica duplo pigtail foi removida e o orifício da fístula foi ablacionado com árgon plasma 40W/1L e encerrado com uma Over-The-Scope-Clip de 10 mm. A doente melhorou e teve alta quatro meses após a LSG.Discussão: A prótese esofágica Luso-Cor® é uma prótese metálica coberta especificamente concebida com um anel não recoberto de 5 mm junto ao bordo proximal, o que reduz o risco de migração. Duas zonas de articulação na porção média permitem uma melhor adaptação à anatomia alterada após a GVL e um rebordo distal maior diminui o refluxo de fluido peri-prótese. Esta prótese permite dilatar as estenoses no tubo gástrico, presentes concomitantemente em cerca de 50% dos doentes com fístulas após GVL. A nova prótese esofágica Luso-Cor constituiu uma ponte para a estabilidade clínica com uma redução significativa do tamanho do orifício da fístula, que foi encerrado com procedimentos endoscópicos terapêuticos complementares.
Descrição
© 2024 The Author(s). Published by S. Karger AG, Basel. Open Access License. This article is licensed under the Creative Commons Attribution-NonCommercial 4.0 International License (CC BY-NC). Usage and distribution for commercial purposes requires written permission.
Palavras-chave
Endoscopic management Fistulas Stents Vertical gastrectomy
Contexto Educativo
Citação
GE Port J Gastroenterol. 2024 Oct 17;32(3):205-211
Editora
Karger
