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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
A política económica em Angola, no período compreendido entre 1975 e 1992, tem de ser compreendida como traduzindo, au mediando, as conflitos entre grupos de interesses diversos ( 44), entendidos aqui em sentido lata: representantes das elites políticas do partido único, elites burocrático-administrativas (vivendo a sombra do Estado tutelar) e com fortes ligações a interesses económicos na actividade económica formal e informal e, natural au obviamente, as interesses dos militares. A evolução do ambiente interno e internacional condicionou fortemente a política económica angolana, caracterizada par uma forte rigidez na utilização dos instrumentos e um elevado grau de conflitualidade entre os objectivos. Constatou-se existir uma forte relação negativa entre o crescimento económico do país (sem tomar em consideração o sector petrolífero) e o racio das despesas militares no conjunto do OGE e a situação militar. Colocada perante um novo quadro em que as tensões sociais, laborais, étnicas e regionais tem agora mais espaço para abertamente se manifestarem, poder-se-á esperar um aumento da instabilidade política que poderá trazer consequências negativas acrescidas para o crescimento económico do país.
Descrição
Palavras-chave
Política económica angolana Guerra civil Despesas militares Elites políticas Oligarquia Instabilidade política Tensões sociais e étnicas Crescimento económico
Contexto Educativo
Citação
Ferreira, Manuel Ennes (1992). "Despesas militares e ambiente condicionador na política económica angolana (1975-1992)". Estudos de Economia, Volume XII, nº 4: pp. 419-438. 1992.
Editora
Instituto Superior de Economia e Gestão
