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Elites e poder : entre o antigo regime e o liberalismo

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Resumo(s)

Reúnem-se neste livro estudos publicados há mais de década e meia com outros escritos ou editados há pouco tempo. O leque cronológico e temático é também, de resto, bastante diversificado. Finalmente, é desigual a extensão dos textos, bem como o nível da sua fundamentação empírica. Creio, no entanto, que a pluralidade antes referida não retira coerência ao conjunto. Desde logo, porque traduz algumas das grandes áreas de investigação (regime senhorial, elites nobiliárquicas, poderes locais) do percurso do seu autor. Mas, sobretudo, porque os trabalhos recolhidos correspondem à preocupação de questionar dimensões essenciais da história social e institucional de Portugal durante a dinastia de Bragança (1640-1832). Embora a ordem de publicação não seja essa, o caminho foi percorrido regressivamente. Partiu-se do interesse inicial pelo tema dos comportamentos do meio rural no contexto da revolução liberal para, de seguida, se estudar o regime senhorial nos finais do Antigo Regime político1, o qual, por seu turno, contribuiu para suscitar a investigação sobre as categorias sociais envolvidas na teia de relações que lhe estavam associadas. O estudo dos poderes e das elites na época moderna foi a sequência normal desse trajecto de pesquisa2, que, ao dilatar-se no tempo, permitiu surpreender algumas das notáveis continuidades que se verificam na sociedade portuguesa ao longo dos séculos XVII e XVIII. Mas, também, destacar descontinuidades. Em primeiro lugar, naturalmente, aquela que, contra uma persistente tradição historiográfica, se deve reconhecer na maior ruptura institucional e política da história portuguesa, consubstanciada na revolução liberal vitoriosa em 1832-1834. Em seguida, dentro embora das matrizes institucionais remotas que balizam algumas das marcas peculiares do Antigo Regime em Portugal, foi igualmente possível identificar um diverso equilíbrio de poderes e distintas modalidades de circulação das elites quando se consolidou a dinastia nascida da sedição de 1640. De alguma forma, as dimensões analisadas conferem uma apreciável unidade ao período estudado. E abrem novas perspectivas para investigações já em curso.

Descrição

Palavras-chave

Regime senhorial Elites nobiliárquicas Antigo Regime Liberalismo

Contexto Educativo

Citação

Monteiro, N. G. (2012). Elites e poder : entre o antigo regime e o liberalismo (3.ª ed) Lisboa : ICS. Imprensa de Ciências Sociais. ISBN 978-972-671-192-6

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