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Orientador(es)
Resumo(s)
Costuma dizer-se que o romantismo literário português teve a sua primeira manifestação no poema Camões, publicado em Paris em 1825. Trata-se, evidentemente, de uma data simbólica, na medida em que o movimento apenas ganhará expressão a partir da segunda metade da década de 30. No entanto, não deixa de ser significativa a forma como um texto desta natureza constrói a imagem especular de um país em mudança (em 1580 e nos anos 20 do século XIX) representado por aquele que é considerado o seu maior poeta. Com efeito, à medida que a Nação construía a sua democracia com a ajuda da literatura (a que não é estranho o facto de Garrett ter feito parte do grupo de obreiros que iniciou essa transformação, o que justifica o seu exílio em França), aparecia outra configuração do épico português, em muitos casos um prolongamento (temático e formal) do Camões garrettiano: a morte na pobreza, na solidão (apenas mitigada por um jau), a ausência de reconhecimento, entre outros, à medida que a pátria se mostrava em decadência.
Este ensaio estuda a imagem de Camões plasmada pelos poetas denominados ultra-românticos, dando especial atenção aos da geração das revistas coimbrãs, O Trovador e O Novo Trovador. Nesse sentido, será dado relevo a uma construção da imagem do épico que se poderá entender como a busca de um lugar para a nova literatura, que se quer posicionar junto do cânone (não é esse, no limite, o sentido da “Conversação Preambular”, de Castilho, publicada com o D. Jaime?), justificando a nomeação de Camões junto daqueles cujo tempo não destronará do Parnaso. Para isso, serão estudados poemas de Luís Augusto Palmeirim, Soares de Passos, entre outros.
Descrição
Palavras-chave
Palmeirim, Luís Augusto Passos, António Augusto Soares de Camões, Luís de, 1525?-1580 Romantismo
Contexto Educativo
Citação
Nobre, Ricardo ( 2012). «Camões e os Trovadores Românticos». In Camões e os Contemporâneos, org. Maria do Céu Fraga et al. Braga: Centro Interuniversitário de Estudos Camonianos, Univ. dos Açores, Univ. Católica Portuguesa. 733-744.
Editora
Centro Interuniversitário de Estudos Camonianos, Universidade dos Açores, Universidade Católica Portuguesa
