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Autores
Orientador(es)
Resumo(s)
Admitindo que Deus é humanamente cognoscível, não em si, mas em conceito, Guilherme de Ockham reflecte com acuidade sobre a natureza dos conceitos que formamos acerca de Deus. Aí detectamos a reelaboração de elementos anselmianos, como a associação e a dissociação entre os conceitos de supremo e de insuperável. Ponderando, aliás, sobre os conceitos constituintes da proposição «Deus existe», o filósofo franciscano pronuncia-se a favor da sua demonstrabilidade. Neste enquadramento, insere-se a recepção do argumento anselmiano, ao qual Guilherme chama ratio Anselmi, na esteira de João Duns Escoto. É, de facto, por mediação do Doutor Subtil, que o filósofo de Ockham retoma criticamente o mais revisitado legado do Doutor Magnífico. Duns Escoto tinha adoptado a ratio Anselmi, de Proslogion 2, como um argumento a favor da infinitude de Deus. Guilherme é um crítico incisivo das vias escotistas de demonstração do atributo divino da infinitude, mas não afasta completamente a possibilidade de demonstrar a existência de um insuperável finito, na esteira da interpretação escotista da ratio Anselmi.
Descrição
Palavras-chave
Filosofia Anselmo, Santo, 1033?-1109 Duns Escoto, João, 1265-1308 Guilherme de Ockham, 1285?-1347
Contexto Educativo
Citação
Xavier, Maria Leonor, "Guilherme de Ockham e o argumento anselmiano via Escoto", Philosophica 34 (Novembro 2009): 309-332.
Editora
Edições Colibri / Departamento de Filosofia da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa
