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Abstract(s)
Todo o gesto artístico é, em certa medida,
um acto político. O contrário torna-se cada vez mais difícil de afirmar. Neste Portugal que se encontra nas mãos de um corpo político sem voz cultural, as decisões que nos são impostas ultrapassam a tão necessária
condição de austeridade para fundarem um estado catatónico, onde a cultura é vista
como uma exigência caprichosa, supérflua e
desnecessária. É precisamente o esvaziamento
de criatividade na retórica política que nos impede de ultrapassar as peripécias e os enredos partidários em que nos tecem. Com o poder virado para si mesmo, sem participação democrática, sem debate, sem descoberta, sem soluções, a paralisia chega-nos muda e oblíqua.
A Cine Qua Non tem no papel a possibilidade
de rectificar este entorpecimento; de expor a inquietude das palavras e da reflexão artística; de imprimir perguntas e denunciar sentenças que anulem o nosso esforço honesto por um exercício intelectual e transdisciplinar. Enquanto plataforma de conhecimento científico e estético, os desafios que oferecemos pretendem eleger uma
abordagem verdadeiramente democrática que transforme o nosso leitor em co-autor.
Description
Keywords
Pedagogical Context
Citation
Cine Qua Non, nº 5, 2012, p. 9-12
Publisher
Centro de Estudos Anglísticos da Universidade de Lisboa
