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Orientador(es)
Resumo(s)
A Inteligência Artificial Geoespacial (GeoAI) representa um avanço crucial na interseção entre inteligência artificial (IA), geografia e geomática, proporcionando novas abordagens para a análise e modelação de dados geoespaciais. Desde os primeiros debates nos anos 1980 sobre a sua aplicação em geografia, o campo evoluiu significativamente, integrando técnicas avançadas como aprendizagem automática e redes neuronais profundas. Estas metodologias permitem a identificação de padrões espaciais complexos e a projecção de fenómenos geográficos, com aplicações que vão desde o planeamento urbano
sustentável até à monitorização ambiental e análise de mobilidade. No entanto, a GeoAI enfrenta desafios metodológicos e éticos, incluindo a transparência dos modelos, frequentemente considerados "caixas negras". A Inteligência Artificial Explicável (xAI) surge como uma resposta a estas limitações, tornando os
processos de decisão mais compreensíveis e promovendo maior equidade e confiança. Apesar das resistências, a GeoAI tem o potencial de transformar a geografia quantitativa, promovendo uma abordagem interdisciplinar que combina ciência computacional e análise espacial. A sua capacidade de processar grandes volumes de dados e extrair conhecimento significativo faz dela uma ferramenta indispensável para a investigação científica e para a tomada de decisão informada em múltiplos domínios.
Descrição
Palavras-chave
Inteligência Artificial Geografias Digitais ciência da Informação Geográfica Geografia Dados Geoespaciais
Contexto Educativo
Citação
Viana, C. M., & Rocha, J. (2025). GeoAI : Entre Métodos Tradicionais e Novos Paradigmas Espaciais. In E. Reis (Ed.), Inteligência Artificial e Geografia (pp. 28–37). Associação Portuguesa de Geógrafos.
