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Orientador(es)
Resumo(s)
A bibliografia sobre o padroado da coroa de Portugal é relativamente
extensa. No entanto, pouca é de fresca data, o que significa que
raras vezes incorporou as mudanças recentes no campo historiográfico,
nomeadamente os estudos dos últimos anos sobre o «patronato
castelhano», tanto mais relevantes quanto os dois fenómenos foram
quase correlatos e persistiram na longa duração. No que respeita
a Portugal, a historiografia privilegiou o «Oriente», dando muito
menos atenção ao espaço atlântico. A par disso, preferiu estudar essencialmente o fenómeno da missionação, deixando de lado outras
dimensões do padroado.
Tendo em conta o horizonte bibliográfico disponível, este texto
propõe uma síntese, analisando, na longa duração, quatro grandes
problemas: a definição jurídica de padroado; o modo como o
padroado português evoluiu e interagiu com o castelhano; a geografia
organizativa desta estrutura ao longo do tempo; e, por fim, as
implicações destes processos nas práticas que suportaram a persistência
do padroado da coroa de Portugal. Na realidade, a proposta
que se descreve procura criar condições para o desenvolvimento de
estudos comparados neste âmbito temático. Recorreu-se, por isso, a
diferentes escalas de análise, sem deixar de aflorar, quando oportuno,
o horizonte micro.
Descrição
Palavras-chave
Padroado português Monarquias Ibéricas
Contexto Educativo
Citação
Xavier, A. B., Olival, F. (2018). O Padroado do rei de Portugal: fundamentos e práticas. In Xavier, A. B., Palomo, F., Stumpf, R. (Eds.), Monarquias ibéricas em perspectiva comparada (séculos XVI-XVIII): dinâmicas imperiais e circulação de modelos políticos-administrativos, pp. 123-160. Lisboa: ICS - Imprensa de Ciências Sociais
