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Temporalidade e estética do impressionismo musical : na filosofia se Vladimir Jankélélitch
Publication . Luís, Joana Quaresma de Macedo Branco; Carreira, Carlos João Nunes; Costa, Carlos Couto Sequeira
O principal propósito deste trabalho é a investigação da Filosofia da Música na obra do filósofo francês-russo Vladimir Jankélévitch. Este estudo pretende alcançar uma perspectiva ampla da música considerando as suas relações com a Filosofia, Metafísica, Religião e Estética. O tema principal foi o Impressionismo Musical e a questão do Tempo. Vladimir Jankélévitch deixou atrás de si uma obra surpreendente, tanto no campo da Filosofia como no campo da Música. Os seus escritos no contexto da Ética e da Moral espelham a devoção que, ao longo da sua vida, a música e a performance representaram no seu percurso filosófico. Em contraponto ao estudo filosófico, sempre se fez acompanhar pela Estética Musical, ao mesmo tempo que se ocupava dos compositores modernistas. A sua obra consegue conciliar estas duas vertentes, a filosófica e a musical, exprimindo, deste modo, a quintessência do seu pensamento. Jankélévitch debruça-se sobre as questões clássicas da Filosofia da Música, reunindo-as com a Metafísica e a Ontologia, que funcionaram como o ponto de partida para as suas análises posteriores, onde o autor tenta desconstruir o sentido hermenêutico que, de um modo geral e convencional, se foi atribuindo à música. Por conseguinte, esta investigação aprofundada interpretando os textos do autor, tem como finalidade analisar não apenas aquilo que escreveu sobre Filosofia, mas os seus diversos estudos sobre Musicologia, especialmente os textos sobre Fauré, Debussy e Ravel. Ao estudarmos a música francesa do fin-de-siècle, as suas análises aprofundadas e a relevância que dá a esta época, esses textos transmitem-nos conhecimentos fundamentais que nos permitem avaliar melhor, não só o que escreveu sobre música, até porque ele faz referências musicais mesmo nos textos considerados não-musicais, meramente filosóficos, o que nos indica que, para compreendermos Jankélévitch, temos de conhecer toda a obra e vê-la num conjunto global. Ao longo da nossa investigação, o que podemos depreender da leitura de Jankélévitch é que o Impressionismo Musical é um fenómeno francês e russo-eslávico, que tem em mira a música espanhola. Por essa razão, nos detivemos durante tanto tempo na Parte I desta tese a explorar as relações da Filosofia Russa com a noção de Filosofia da Vida e de Vitalismo. Nas suas considerações sobre o Modernismo, Jankélévitch considera que Fauré, Debussy e Ravel são vitalistas e naturalistas, que rejeitaram o expressionismo. Esta genealogia do Modernismo está permanentemente envolvida com as questões mais recorrentes da Metafísica, com a Filosofia Antiga de Platão, Aristóteles e do Neoplatonismo, entre as quais Jankélévitch vai introduzindo um dos seus autores de referência, Henri Bergson, sobrevoando várias correntes de pensamento, com a finalidade de demonstrar que a música é um fenómeno do Tempo. Ao conceber a arte musical como uma realidade temporal, vê-la deste modo como algo que está em vias de surgir, que está em criação permanente, significa que não existem estruturas definidas e que a música é somente o instante. Um instante da expressão da vida, um Je-ne-sais-quoi misterioso que nos deslumbra.

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SFRH/BD/40723/2007

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