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A proporção corporal como factor adaptativo : comprimento relativo do membro inferior e o gasto energético de repouso
Publication . Silva, Catarina Santos; Fragoso, Maria Isabel Caldas Januário
A presente tese contempla dois estudos e baseou-se nos dados recolhidos no âmbito do projecto de investigação Impacto do desporto federado, do desporto escolar e da actividade física regular feita após o horário escolar no estilo e qualidade de vida das crianças e dos adolescentes (6 a 11 anos) em função da sua idade óssea, um estudo transversal com duração de 3 anos, financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) (PTDC/DES/113156/2009). O primeiro estudo investigou o papel do comprimento relativo do membro inferior na relação entre a massa livre de gordura e o gasto energético de repouso numa amostra de adolescentes (n = 611, 13.63 ± 1.87 anos). Estimou-se o comprimento relativo do membro inferior através da estatura e altura sentado [CRMI = (estatura - altura sentado)/estatura] e o gasto energético de repouso utilizando a equação de Müller. Identificou-se um efeito moderador do comprimento relativo do membro inferior através de um modelo de regressão linear múltipla (β = - 0.016; SE = 0.005; p = .003). A análise de covariância mostrou que adolescentes com um comprimento relativo do membro inferior superior têm um maior gasto energético de repouso por quilograma de massa livre de gordura [F(2,607) = 6.001; R2 = .114; p = .003]. O segundo estudo focou-se na validação relativa do Nível de Actividade Física (PAL) obtido através do Questionário Biossocial e para Avaliação das Rotinas de Vida Diárias em Crianças e Adolescentes, utilizando o ActiGraph GT3X como método de comparação. Analisou-se, igualmente, o impacto da inclusão das actividades durante os períodos de não utilização na qualidade dos dados da acelerometria. Uma amostra de 127 adolescentes (14.24 ± 1.95 anos) utilizou o ActiGraph durante cinco dias consecutivos (dois de fim-de-semana) e registou a duração e percepção de esforço de actividades realizadas fora dos períodos de utilização do acelerómetro. A mesma amostra preencheu o questionário RAPIL II, que incluía a duração e frequência de um largo conjunto de actividades semanais. A análise Bland-Altman baseada na regressão mostrou que a diferença média entre métodos foi de - 1.050 + 0.689PALmédio (LOA = - 0.71298 + 0.18962PALmédio, - 1.38702 + 1.18838PAL médio) e - 1.031 + 0.654PALmédio (LOA = - 0.33236 - 0.11106PALmédio, - 1.72964 + 1.41906PALmédio), incluindo ou excluindo da análise as actividades nos períodos de não utilização. O RAPIL II é válido em contexto populacional, apresentando uma boa concordância com o ActiGraph GT3X, mas não em contexto de avaliação individual. Deve ser considerada a inclusão das actividades em períodos de não utilização do acelerómetro. Ambos os estudos abrem novos caminhos para futura investigação, quer no respeitante ao papel da proporção corporal na estimação das necessidades energéticas, quer na avaliação epidemiológica do Nível de Actividade Física, através de um método acessível e pouco dispendioso.

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Descrição

Palavras-chave

Contribuidores

Financiadores

Entidade financiadora

Fundação para a Ciência e a Tecnologia

Programa de financiamento

3599-PPCDT

Número da atribuição

PTDC/DES/113156/2009

ID