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Entre a norma e o desvio : língua, literatura e identidade(s) na geopolítica do mundo em português
Publication . Sousa, Maria Isabel Rodrigues Figueira de; Ó, Jorge Manuel Nunes Ramos do
A pesquisa tem como objetivo compreender como as representações sociais da língua e da literatura condicionam discursividades subjetivadoras, as quais, partindo de conceitos de norma e desvio, definem processos identitários e se constituem como substrato de relações simbólico-identitárias entre os vários países de língua oficial portuguesa. O arco-temporal desta pesquisa vai do final do século XIX, com os debates sobre a necessidade de uma “simplificação” ortográfica, até ao início do século XXI, em que a questão da ortografia e das literaturas numa língua comum voltam a provocar reflexões sobre soberania nacional, educação e identidade, agora dentro Comunidade dos Países de Língua Oficial Portuguesa. É em função desse espaço geopolítico que se analisa a emergência do campo literário lusófono e a visibilidade dada aos escritores em língua portuguesa, apresentados como modelos de um modo comum de ser e estar com o Outro através da língua partilhada. Parte-se do princípio que o gesto educativo extravasa da escola para o espaço público e se naturaliza em fontes de referência sociocultural, como são as revistas ou jornais, as quais, repetindo certas evidências emanadas por fontes de poder, exercem uma paideia social de cariz identitária. A partir das fontes, de que se destacam as revistas da Academia Brasileira de Letras (ABL) e o Jornal de Letras, Artes e Ideias, em Portugal, foram construídas séries documentais que ajudarão a problematizar a subjetivação de cidadãos em função de uma norma ou da correspondente ideia de desvio, seja no campo ortográfico, literário ou cultural. O enquadramento teórico será ancorado em Moscovici, Michel Foucault, Roland Barthes, Thomas Popkewitz, Jorge do Ó. Com estas referências, procura-se por um lado, i) perceber o poder subjetivador de certas representações culturais que instâncias de poder e os media consolidam em determinadas épocas históricas; por outro lado, procura-se igualmente ii) analisar os estereótipos que compõem os discursos sobre a língua e seus sujeitos, aqueles das falas “desviadas” ou os autores de obras consagradas, para entender os embates identitários que, desde lá atrás, foram dando forma a este presente, o qual resulta de tensões idiomáticas e literárias, entendidas como metáforas de conflitos político-identitários na geopolítica do mundo em português.

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Entidade financiadora

Fundação para a Ciência e a Tecnologia

Programa de financiamento

SFRH

Número da atribuição

SFRH/BD/78274/2011

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